Tarcísio chama greve da CPTM de ‘aposta na baderna’
Paralisação afeta milhares de passageiros em São Paulo e gestão estadual critica o descumprimento da frota mínima nos horários de pico.
- Publicado: 04/08/2026 12:56
- Alterado: 04/08/2026 12:56
- Autor: Thiago Antunes
O governador Tarcísio de Freitas classificou a greve da CPTM deflagrada hoje como uma tentativa de instaurar desordem no Estado de São Paulo. O chefe do Executivo paulista afirmou que o movimento sindical possui motivação política e prejudica diretamente os passageiros que dependem dos trens para trabalhar e estudar.
“A paralisação é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro. A aposta na baderna não vai nos intimidar”, declarou Tarcísio de Freitas.
Impactos da greve da CPTM na operação de trens
A mobilização ocorre poucos dias após a transferência do controle de parte da malha ferroviária para a iniciativa privada. Atualmente, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos gerencia apenas a Linha 10-Turquesa de forma definitiva. A empresa precisou assumir temporariamente três linhas afetadas pela greve da CPTM após uma manhã de problemas operacionais envolvendo a nova concessionária.
Os ferroviários cruzaram os braços para cobrar garantias de manutenção dos postos de trabalho e direitos trabalhistas frente ao avanço das concessões. A categoria exige a aprovação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo que permitam a absorção dos funcionários pelo Poder Público.
Posição oficial do Estado e liminar judicial
A administração estadual argumenta que já apresentou propostas concretas aos trabalhadores antes mesmo do início da greve da CPTM. O governo paulista garante ter firmado um compromisso oficial em reunião recente para preservar os empregos atuais e analisar detidamente as demandas legislativas apresentadas pelo sindicato.
O judiciário exigiu um efetivo mínimo para atender a população ao longo do dia, mas a ordem foi ignorada pelas lideranças grevistas. “Os trabalhadores não estão cumprindo as determinações trabalhistas“, confirmou o presidente da CPTM, Michael Cerqueira, ao lamentar o desrespeito à decisão judicial que estabelece ao menos 80% do efetivo nos horários de pico.
A recusa da categoria em seguir o percentual mínimo de funcionamento acirra a tensão entre os ferroviários e o Palácio dos Bandeirantes. O governo estadual sinaliza que não cederá a pressões e buscará todos os meios legais disponíveis para encerrar a greve da CPTM nas próximas horas.