Violência contra a mulher: saiba como agir e pedir ajuda em SP

Saber como reagir ao presenciar agressões salva vidas. Entenda quando acionar o 190 e conheça a rede de proteção disponível no estado.

Violência contra a mulher: saiba como agir e pedir ajuda em SP

Crédito: (Divulgação)

Testemunhar uma situação de violência contra a mulher exige ação imediata e consciente para garantir a integridade da vítima. Em casos de agressão física em andamento, o primeiro passo é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. A testemunha deve informar o endereço exato, pontos de referência e características do agressor.

Mobilizar outras pessoas no local ajuda a criar uma rede de apoio rápida. Pedir de forma objetiva para alguém chamar uma viatura ou procurar um agente de segurança pública faz a diferença durante a emergência. Permanecer em um ponto distante e focado acompanhando o fato até a chegada do resgate é fundamental.

“A intervenção direta exige muito cuidado. A intenção de ajudar não pode transformar essa testemunha em uma nova vítima, nem oferecer mais risco para a mulher”, orienta a delegada Monique Lima.

Riscos de intervir na violência contra a mulher

Confrontar o agressor diretamente traz perigos extremos, especialmente se ele estiver armado, sob efeito de entorpecentes ou acompanhado. A ação física deve ser evitada caso exista a menor chance de agravar a situação ou colocar terceiros em risco.

Entrar sozinho em imóveis fechados sem conhecer o ambiente também representa um risco alto. Filmar ou fotografar o ocorrido serve como prova material, mas as imagens devem ser entregues exclusivamente às autoridades policiais.

“Não agir fisicamente não significa ser omisso. É possível ajudar chamando a polícia e oferecendo informações precisas sobre a situação”, alerta a delegada Monique Lima.

Sinais silenciosos e canais de socorro

Vítimas de violência contra a mulher que não conseguem verbalizar o pedido de ajuda contam com códigos visuais reconhecidos internacionalmente. Um método comum é dobrar o polegar sobre a palma da mão e fechar os outros quatro dedos.

“O sinal mundial do pedido de socorro alerta imediatamente para funcionários treinados sobre a situação que irão intervir e encaminhar a mulher aos serviços de acolhimento”, detalha a secretária de políticas para a mulher Adriana Liporoni.

Outro recurso amplamente divulgado é o Sinal Vermelho, identificado por um “X” desenhado na palma da mão. Estabelecimentos comerciais inseridos no protocolo estadual possuem equipes capacitadas para identificar esses alertas e contatar o policiamento preventivo de maneira discreta.

Rede de proteção e acolhimento em São Paulo

Após sair do cenário de emergência, a vítima encontra suporte no aplicativo SP Mulher Segura, que permite registrar boletins de ocorrência e solicitar medidas protetivas remotamente. A plataforma inclui um Botão do Pânico, que agiliza o despacho de viaturas.

O sistema estadual conta com as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), unidades da Polícia Civil que prestam atendimento humanizado 24 horas por dia, inclusive por videoconferência. Mulheres também recebem suporte clínico e jurídico nas Salas Lilás e nas Casas da Mulher Paulista.

Conhecer as ferramentas do Estado e agir de forma assertiva ao presenciar um crime impede tragédias. Denunciar anonimamente e apoiar a vítima sem expô-la ao perigo é o caminho mais eficaz para combater a violência contra a mulher.

Thiago Antunes

  • Publicado: 06/09/2026 17:16
  • Alterado: 06/09/2026 17:16
  • Autor: Thiago Antunes