Reforma Tributária favorece o ABC, diz Alex Manente
Para o deputado Alex Manente, o forte mercado do ABC Paulista pode transformar a Reforma Tributária em uma grande vantagem econômica local
- Publicado: 31/08/2026 16:34
- Alterado: 31/08/2026 17:24
- Autor: Gabriel de Jesus
Para o deputado federal Alex Manente, a Reforma Tributária exigirá adaptações, mas surge como uma oportunidade econômica estratégica para o ABC Paulista. A região, que concentra cerca de três milhões de habitantes, apresenta um polo consumidor forte, fator que tende a minimizar impactos negativos durante a transição do sistema de impostos.
Mudança no perfil regional
O modelo de tributação focado no destino altera a dinâmica de arrecadação dos municípios. Segundo Alex Manente, a região não depende mais exclusivamente da produção de bens. “O ABC mudou a sua característica. Se fosse o ABC de 30 anos atrás, eu acho que ele seria muito mais prejudicado”, afirma o parlamentar.
A nova lógica tributária traz impactos diretos projetados na análise de Alex Manente:
- Foco no consumo: Impostos recolhidos onde o bem é consumido favorecem áreas com alta densidade populacional.
- Compensação de receitas: O expressivo volume de habitantes atua para equilibrar eventuais perdas oriundas do esvaziamento da antiga base industrial.
- Fomento interno: O estímulo à circulação de recursos e fortalecimento do comércio local torna-se essencial.
Justiça fiscal e atração de empresas
“Justiça tributária passa por você ter tributo onde tem consumo. Isso é justiça tributária”, ressalta Alex Manente. Para o deputado, o fato de a região representar o quarto maior polo consumidor do país oferece viabilidade para manter a sustentabilidade financeira das prefeituras.
Essa característica demográfica, aliada à proximidade com os grandes centros, pode impulsionar a retomada de investimentos. “Eu acredito que, com o consumo numa região geograficamente importante, nós vamos ter novamente as indústrias querendo o mercado de trabalho aqui”, projeta Alex Manente.
Transição legislativa
A implementação das novas regras será gradual. Alex Manente reforça que o processo exigirá a aprovação de diversas leis complementares no Congresso Nacional para corrigir distorções históricas, evitando que cidades de cinco mil habitantes arrecadem desproporcionalmente mais do que grandes centros urbanos, prejudicando a maior parcela da população.