Presbiopia pode reduzir visão de perto após os 40 anos
Presbiopia pode reduzir visão de perto após os 40 anos; oftalmologista explica sintomas, tratamentos e quando a cirurgia pode ser indicada para o paciente
- Publicado: 14/09/2026 13:58
- Alterado: 14/09/2026 13:58
- Autor: Carlos Enriki
A presbiopia é uma alteração visual associada ao envelhecimento natural dos olhos e costuma aparecer a partir dos 40 anos. Um dos sinais mais comuns é a dificuldade para enxergar de perto, percebida ao ler mensagens no celular, conferir preços ou visualizar letras pequenas.
Com o passar do tempo, algumas pessoas também precisam afastar os objetos dos olhos para conseguir focalizá-los melhor. O problema está relacionado ao cristalino, lente natural localizada dentro do olho, que perde parte da flexibilidade ao longo dos anos e tem mais dificuldade para ajustar o foco em objetos próximos.
Segundo Dr. Edvaldo Figueirôa, oftalmologista do H.Olhos, os óculos continuam sendo uma das formas conhecidas de correção, mas existem alternativas cirúrgicas para determinados pacientes.
“A depender da avaliação e das características de cada paciente, é possível realizar um procedimento capaz de corrigir a presbiopia e proporcionar maior independência dos óculos”, explica o especialista.
Presbiopia pode ser tratada com cirurgia
A presbiopia pode ser corrigida cirurgicamente em casos selecionados. Uma das técnicas consiste na substituição do cristalino natural por uma lente intraocular calculada de acordo com as características e necessidades visuais do paciente.
Durante o procedimento, o cristalino é retirado e substituído pela lente implantada dentro do olho. A escolha do modelo depende do objetivo visual e da avaliação individual.
“Não existe uma única solução que seja adequada para todos. Por isso, o primeiro passo é entender o perfil, as necessidades do paciente e avaliar qual estratégia poderá oferecer o melhor resultado visual”, afirma Figueirôa.
As lentes intraoculares disponíveis podem ser escolhidas de acordo com a necessidade de cada pessoa e, em determinadas situações, ajudar na visão em diferentes distâncias.
Avaliação define indicação do procedimento
A cirurgia para presbiopia exige planejamento individualizado. Antes do procedimento, o oftalmologista avalia a saúde ocular, a idade, as características do olho e as necessidades visuais do paciente.
Exames específicos também são realizados para analisar as estruturas oculares e calcular a lente que será implantada.
“Essa etapa é fundamental. A indicação e o planejamento cirúrgico devem ser personalizados para que possamos buscar o melhor resultado possível”, diz o médico.
A avaliação também pode identificar outros problemas de refração que podem ser considerados no planejamento.
Cirurgia pode corrigir outros erros refrativos
Além da presbiopia, o procedimento pode, em determinados casos, considerar alterações como miopia, hipermetropia e astigmatismo.
A possibilidade depende das condições do olho e da indicação definida pelo oftalmologista. O objetivo é buscar uma correção visual que contemple as necessidades específicas de cada paciente.
“É possível tratar diferentes alterações refrativas ao mesmo tempo, dependendo da condição ocular e da indicação para cada paciente”, esclarece Figueirôa.
Independência dos óculos varia em cada caso
Um dos objetivos da cirurgia é reduzir a dependência de óculos e lentes de contato para atividades cotidianas. A possibilidade de alcançar diferentes níveis de independência visual depende da avaliação e das características de cada caso.
Entre as tarefas que podem ser beneficiadas estão leitura, uso do celular, trabalho, prática de esportes e visão à distância.
“O objetivo é oferecer uma visão de qualidade e atender às necessidades do paciente em sua rotina”, ressalta o especialista.
Quando procurar um oftalmologista
A presbiopia faz parte do processo natural de envelhecimento, mas a presença de dificuldade para enxergar de perto merece avaliação profissional, especialmente quando começa a interferir nas atividades do dia a dia.
A escolha do tratamento não deve ser feita apenas com base nos sintomas. A avaliação completa permite identificar as condições dos olhos e verificar qual alternativa é mais adequada para cada paciente.
“A tecnologia ampliou muito as alternativas disponíveis, mas uma boa indicação é sempre o ponto mais importante. É a avaliação completa que permite definir se a cirurgia é recomendada e qual técnica poderá trazer o melhor resultado para aquele paciente”, conclui Dr. Edvaldo Figueirôa, chefe do setor de cirurgia refrativa do H.Olhos.
Embora seja comum depois dos 40 anos, a presbiopia pode ser corrigida de diferentes maneiras, e a definição da melhor opção depende das características e necessidades visuais de cada pessoa.