Medicina ABC realiza novo mutirão para doença de Parkinson

Primeira edição em maio recebeu mais de 50 pacientes. Atendimento será totalmente gratuito, das 8h às 12h no campus universitário

Medicina ABC realiza novo mutirão para doença de Parkinson

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A Faculdade de Medicina do ABC organiza em 29 de setembro (sábado) a segunda edição do mutirão para doença de Parkinson. Sob responsabilidade da disciplina de Neurologia, a atividade ocorrerá das 8h às 12h no próprio campus universitário em Santo André (SP). O atendimento será totalmente gratuito e podem participar interessados com sintomas sugestivos à doença, entre os quais tremores, lentidão progressiva dos movimentos e rigidez muscular.

O diagnóstico para doença de Parkinson é clínico, por meio da história do paciente e avaliação neurológica. Casos duvidosos serão encaminhados para exames subsidiários como tomografia computadorizada, ressonância magnética e exames laboratoriais. “Pretendemos divulgar a doença de Parkinson e proporcionar atendimento aos pacientes com a doença ou com suspeita e que ainda não realizam acompanhamento neurológico”, explica Dra. Margarete de Jesus Carvalho, professora de Neurologia e coordenadora do Ambulatório de Parkinson da FMABC.

Mais de 30 pessoas estarão envolvidas nos atendimentos entre médicos e professores, alunos, assistente social, enfermeira, terapeuta ocupacional e voluntárias. Casos confirmados serão encaminhados para tratamento no Ambulatório de Neurologia da própria FMABC ou para o serviço de referência mais próximo do paciente.

O primeiro mutirão do gênero ocorreu em 26 de maio último e recebeu mais de 50 pacientes.

Tratamento paliativo: A doença de Parkinson é enfermidade neurológica que afeta os movimentos. Segundo a Associação Brasil Parkinson, o problema decorre da degeneração de células nervosas (neurônios) situadas na região cerebral conhecida como substância negra. Incurável, de caráter progressivo e lento, a doença ainda tem causa desconhecida e apresenta entre os principais sintomas tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, alterações na fala e escrita.

Diferentemente da doença de Alzheimer, pacientes com Parkinson não têm afetadas a memória e a capacidade intelectual na fase inicial. A doença de Parkinson pode atingir qualquer pessoa, independente de sexo, raça, cor ou classe social. É mais comum em idosos, com os primeiros sintomas geralmente a partir dos 50 anos. Estima-se que 1% da população mundial com mais de 65 anos sofra com o problema.

Apesar de não haver cura, existem tratamentos que combatem os sintomas e retardam o progresso da doença. Medicamentos e cirurgias fazem parte do arsenal terapêutico, assim como sessões de fisioterapia e terapia ocupacional, além de fonoaudiologia para casos em que há comprometimento da fala ou da voz.

Serviço: O mutirão de doença de Parkinson ocorrerá sábado (29 de setembro), das 8h às 12h, no prédio Anexo 2 do campus da Faculdade de Medicina do ABC (Av. Príncipe de Gales, 821, Santo André – SP). A ação é aberta à população e o atendimento gratuito.

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  • Publicado: 26/09/2012 14:28
  • Alterado: 26/09/2012 14:28
  • Autor: Malu Marcoccia