FMABC realiza cirurgia inédita de pé diabético no CHM
Cirurgiões da FMABC realizam no CHM de Santo André procedimento pioneiro para evitar amputação em pacientes diabéticos
- Publicado: 28/09/2026 18:23
- Alterado: 28/09/2026 18:23
- Autor: Daniela Ferreira
A equipe de Cirurgia Vascular do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) realizou, no Centro Hospitalar Municipal (CHM) de Santo André, um procedimento cirúrgico pioneiro para o tratamento de pacientes diagnosticados com pé diabético em risco de amputação.
O procedimento marca o início de um estudo clínico multicêntrico e randomizado na rede pública, cujo objetivo é validar novas condutas terapêuticas para conter infecções ósseas graves em pacientes com complicações severas do diabetes.
A intervenção cirúrgica inédita consistiu na remoção do segmento ósseo comprometido pela infecção e no preenchimento da cavidade com um biovidro bioativo de origem finlandesa, combinado à aplicação local de material hemostático impregnado com antibióticos de alta precisão.
A pesquisa científica avaliará a eficácia da técnica na regeneração tecidual e na preservação dos membros inferiores, abrindo precedentes para a introdução de insumos tecnológicos de ponta nos tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Equipe médica multidisciplinar e relevância científica

A cirurgia de estreia do protocolo de pesquisa foi conduzida pelos médicos cirurgiões vasculares João Correa, Luciene Lima do Nascimento e Rafael Fürst, representantes do Centro Universitário FMABC.
A operação contou ainda com o suporte do médico ortopedista Fábio Lucas e a participação de Marco Teixeira, coronel médico da Força Aérea Brasileira e coordenador do Departamento de Medicina Regenerativa da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
A avaliação continuada dos pacientes submetidos ao protocolo científico permitirá aos pesquisadores mapear os índices de cura da infecção local, o tempo de internação e a redução direta nas taxas de amputação de pés e pernas registradas em hospitais públicos do Grande ABC.