Clubes de São Paulo monitoram situação das Bets após MP que proíbe publicidade
Os clubes de São Paulo já estavam em conversas com as casas de apostas que indicaram que poderiam romper os contratos
- Publicado: 25/09/2026 20:23
- Alterado: 25/09/2026 20:23
- Autor: Redação
Os quatro grandes clubes de São Paulo monitoram com atenção a Medida Provisória assinada por Lula nesta sexta-feira (25), que suspende as casas de apostas e cassinos online no Brasil. A preocupação é unânime: a partir de 6 de outubro, as bets não podem mais veicular publicidade — e a volta do Brasileirão, marcada para 7 de outubro, pode ser a primeira rodada sem anúncios de apostas nos uniformes, placas e transmissões.
O que muda para os clubes de São Paulo

A FPF já havia se posicionado publicamente contra a restrição, afirmando que a medida pode “acabar com o futebol”. Na ocasião, São Paulo, Santos e Palmeiras compartilharam o comunicado em seus perfis oficiais. O Corinthians foi o único a não replicar a nota nas redes sociais, mas publicou no site oficial, até por também ter uma casa de apostas como principal patrocinador na camisa.
A preocupação central é financeira: as bets são a principal fonte de patrocínio do futebol brasileiro atualmente. Sem essa receita, os clubes alegam não ter recursos para sustentar categorias de base e modalidades como o futebol feminino.
Os clubes de São Paulo já estavam em conversas com as casas de apostas que indicaram que poderiam romper os contratos de maneira unilateral. Todavia, em nenhum caso isso ainda aconteceu.
O cronograma
A MP tem efeito imediato e validade de 60 dias. O prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores termina em 5 de outubro. A partir de 6 de outubro, as apostas estão oficialmente encerradas no país, e as plataformas não podem mais oferecer apostas nem publicidade.
O que vem agora
A medida segue para o Congresso Nacional, com expectativa de votação em novembro, quando os parlamentares retornam do recesso. Até lá, os clubes acompanham os desdobramentos e torcem por uma solução que não comprometa o financiamento do esporte.