Assassinato de jornalista brasileiro no México expõe alarmante risco para imprensa

Mais de 150 mortos desde 2000 no país.

Assassinato de jornalista brasileiro no México expõe alarmante risco para imprensa

Crédito: Reprodução

Na manhã da última terça-feira (3), o jornalista brasileiro Adriano Bachega, de 53 anos, foi morto a tiros em uma movimentada avenida que conecta Monterrey e San Pedro Garza García, no estado de Nuevo León, México. Bachega, natural de Araucária, Paraná, atuava como editor-chefe do Diario Digital Online e era também consultor empresarial. Segundo relatos, homens armados em dois veículos abriram fogo contra ele enquanto dirigia. O ataque resultou em sua morte instantânea após ser alvejado com dez tiros.

O irmão de Adriano, Wesley Bachega, confirmou a tragédia via Facebook, descrevendo-o como uma pessoa bem-humorada e generosa. Wesley lamentou a perda inesperada e mencionou planos de visitar Adriano no México. A morte de Bachega ocorre em um contexto alarmante para jornalistas no país. Apenas dois dias antes, a repórter Victoria Monserrat García Álvarez sobreviveu a um ataque semelhante em Montemorelos, destacando os riscos enfrentados por profissionais de comunicação na região.

Desde 2000, mais de 150 jornalistas foram assassinados no México, de acordo com a Anistia Internacional. Esses incidentes refletem a violência endêmica no país, que contabiliza cerca de 450 mil mortes violentas desde o início da guerra contra as drogas em 2006. Não está claro se o assassinato de Bachega está diretamente ligado à sua atividade jornalística.

A Assembleia do estado pediu ao governador medidas para reforçar a segurança dos jornalistas locais. Enquanto isso, o Itamaraty acompanha o caso e oferece assistência consular à família de Bachega. O trágico episódio ressalta a necessidade urgente de proteção para jornalistas no México, um dos países mais perigosos para a profissão nas Américas.