SP mantém crédito para vítimas das chuvas no Vale do Ribeira
Governo estadual libera recursos para reestruturar municípios e apoiar atividades agrícolas afetadas pelas fortes chuvas de setembro.
- Publicado: 12/10/2026 12:22
- Alterado: 12/10/2026 12:22
- Autor: Thiago Antunes
O Governo de São Paulo destinou mais de R$ 13 milhões para recuperação do Vale do Ribeira após as enchentes de setembro. O montante financia a reestruturação dos municípios afetados e oferece suporte direto aos produtores rurais que perderam suas safras.
As fortes tempestades fizeram o Rio Ribeira de Iguape transbordar. O desastre deixou cerca de 5 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas. Cidades como Iguape, Registro, Eldorado, Sete Barras e Iporanga decretaram situação de emergência.
A Secretaria de Desenvolvimento Social repassou R$ 3,3 milhões aos municípios para garantir abrigo, alimentos e reforço nas equipes de atendimento. O socorro logístico estruturou os pontos de apoio às famílias atingidas na região.
Crédito agrícola no Vale do Ribeira
A maior fatia dos recursos foca na retomada da economia do Vale do Ribeira. O Estado liberou R$ 10 milhões em crédito emergencial via Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista. Cada agricultor pode solicitar financiamentos de até R$ 150 mil.
As condições incluem juros de 3% ao ano e prazo de até 72 meses para quitação. O produtor ganha um fôlego financeiro com a carência de até 24 meses, jogando o primeiro pagamento para daqui a três anos.
O prazo para adesão vai até 31 de dezembro de 2026. Interessados devem procurar a Casa da Agricultura da CATI ou o escritório do ITESP.
Linhas para comércio e pequenos empreendedores
A ajuda estadual engloba o setor de serviços e comércio prejudicado. O Banco do Povo Paulista disponibiliza até R$ 21 mil para pequenos empreendedores, formais e informais, com taxas de 0,35% ao mês.
Empresas de maior porte contam com o suporte da Desenvolve SP, que oferece até R$ 500 mil para recompor o capital de giro. A medida contempla negócios com faturamento anual entre R$ 81 mil e R$ 15 milhões.
A operação envolveu frentes de saúde, segurança e documentação. Unidades móveis do Poupatempo e remessas de medicamentos completam a força-tarefa estabelecida para normalizar o cotidiano no Vale do Ribeira.