Setur-SP mapeia rotas turísticas dos passos de Anchieta
O roteiro resgata os caminhos de Anchieta por cidades paulistas para celebrar o legado histórico e cultural do jesuíta
- Publicado: 11/06/2026 16:06
- Alterado: 11/06/2026 16:06
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Governo de São Paulo
Na semana em que se celebra o Dia Nacional de Anchieta, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) traçou um roteiro histórico-cultural que refaz os passos do jesuíta no território paulista. Conhecido como o “Apóstolo do Brasil”, o padre espanhol registrou detalhadamente a fauna, a flora e a geografia humana da antiga Capitania de São Vicente em sua famosa “Carta de São Vicente”, escrita em maio de 1560.
Nascido nas Ilhas Canárias em 1534, Anchieta chegou ao Brasil em 1553 e participou diretamente da fundação da capital paulista. Beatificado e posteriormente canonizado em 2014, o jesuíta faleceu em 1597, deixando um legado que hoje conecta importantes destinos turísticos do estado:
O Roteiro dos Passos de Anchieta

O mapeamento realizado pela Setur-SP destaca marcos arquitetônicos, históricos e naturais divididos por quatro principais municípios:
Itanhaém (116 km da capital)
A segunda cidade mais antiga do país abriga o roteiro “Caminhos de Anchieta”, composto por seis atrações principais. Os destaques são a Cama de Anchieta formação rochosa natural onde o padre descansava e compunha poemas à beira-mar, a passarela suspensa de 220 metros que leva ao local, o Pocinho de Anchieta (erguido por indígenas) e a Igreja Matriz de Sant’Anna.
Ubatuba (220 km da capital)
Foi nas areias da Praia de Iperoig (atual Praia do Cruzeiro) que Anchieta escreveu seu famoso poema à Virgem Maria com mais de 5.700 versos, gravando as palavras na areia com seu cajado e memorizando-as por falta de papel. O município também abriga a Ilha Anchieta, a segunda maior do litoral paulista, famosa por suas praias preservadas e pelas ruínas de um antigo presídio desativado.
Itu (96 km da capital)
Anchieta esteve na antiga aldeia de Maniçoba, às margens do Rio Tietê, para missões de catequização. O município o homenageia na Praça Padre Anchieta (Largo do Bom Jesus), local que deu origem à cidade em 1610. A praça abriga a Igreja Matriz, considerada um dos maiores patrimônios do barroco paulista.
São Paulo
O coração da capital paulista preserva as maiores marcas do jesuíta. O Pateo do Collegio, marco zero da fundação da vila em 1554, conta com o Museu Anchieta e a Igreja São José de Anchieta, que guarda relíquias do santo. Na Praça da Sé, em frente à Catedral, há também um monumento em bronze erguido em 1954 para o quarto centenário da cidade.
Outros Marcos Históricos
A cartografia a pé de Anchieta inclui passagens pela primeira vila do Brasil, São Vicente, onde o jesuíta escreveu a primeira gramática da língua tupi. No Guarujá, encontram-se as ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê, uma das primeiras igrejas do país erguida com pedras de sambaquis e óleo de baleia. Já em Bertioga, o Forte de São João serviu de abrigo para o jesuíta antes de suas expedições ao Litoral Norte.