Semil e Poli-USP criam centro de pesquisas hidroviárias
Com aporte da Fapesp, Semil e Poli-USP criam centro para impulsionar a Hidrovia Tietê-Paraná
- Publicado: 30/08/2026 09:52
- Alterado: 30/08/2026 09:52
- Autor: Daniela Ferreira
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP) oficializaram uma parceria para a implantação do Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sistemas Hidroviários Interiores (HIDROSIS). Sediado na capital paulista, o novo centro de pesquisas tem como objetivo produzir conhecimento científico, desenvolver tecnologias e formular soluções para expandir o transporte de cargas pelas hidrovias do estado.
O acordo foca no aproveitamento estratégico da Hidrovia Tietê-Paraná, buscando modernizar a navegação fluvial, reduzir os custos de transporte de mercadorias e promover a sustentabilidade logística na malha paulista.
Financiamento da Fapesp e Governança Compartilhada
A criação do centro de pesquisas não envolve transferência direta de verbas entre a Semil e a USP. O financiamento integral das atividades de investigação científica é custeado por meio de um Termo de Outorga de R$ 3,9 milhões firmado entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a universidade.

A estrutura de gestão do projeto será dividida entre as instituições:
- Escola Politécnica da USP: Responsável pela coordenação científica, liderança dos pesquisadores e condução dos testes e modelagens;
- Semil: Responsável pela articulação institucional, alinhamento com as políticas públicas estaduais e aplicação prática dos estudos na gestão do transporte fluvial.
O subsecretário de Logística e Transportes da Semil, Denis Gerage Amorim, destacou a relevância de integrar o conhecimento acadêmico às diretrizes do poder público:
“Estamos unindo a expertise da universidade e as necessidades do poder público para transformar conhecimento em resultados concretos, tornando o transporte hidroviário um instrumento cada vez mais relevante para a competitividade, a sustentabilidade e a integração do Estado de São Paulo”, afirmou Denis.
Os Cinco Eixos de Pesquisa do HIDROSIS
As diretrizes do HIDROSIS foram estruturadas em cinco áreas de atuação técnica para execução entre 2026 e 2030:
- Competitividade: Avaliação econômica do transporte fluvial em relação aos modais rodoviário e ferroviário;
- Redes Integradas: Estudos para a criação de redes de transporte intermodais e eficientes;
- Centros Produtivos (CPCs): Planejamento para a instalação de Centros Produtivos e Comerciais ao longo do leito dos rios;
- Operação de Eclusas: Desenvolvimento de modelos computacionais e simulações para otimizar a passagem de embarcações pelas eclusas;
- Embarcações Sustentáveis: Pesquisas voltadas à eficiência energética, uso de combustíveis alternativos e estudos sobre navegação autônoma.
O coordenador do HIDROSIS e pesquisador responsável pela POLI-USP, Prof. Dr. André Bergsten Mendes, reforçou que a iniciativa transformará a tomada de decisões no setor:
“O HIDROSIS nasce com o propósito de aproximar a pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo das necessidades concretas do planejamento e do desenvolvimento do sistema hidroviário paulista. A parceria com a Semil permitirá transformar conhecimento científico em estudos, métodos e ferramentas que apoiem a tomada de decisão e contribuam para ampliar, de forma sustentável, o aproveitamento da Hidrovia Tietê-Paraná”, ressaltou André Bergsten Mendes.