Segundo turno sofre com chuvas e falta de ônibus
O impacto climático e as crises no transporte público afetam o segundo turno neste domingo, provocando mudanças emergenciais e tensões judiciais no Brasil
- Publicado: 25/10/2026 15:33
- Alterado: 25/10/2026 15:36
- Autor: Leonardo Nogueira
As chuvas intensas e a crise na mobilidade urbana marcam este segundo turno. Milhões de eleitores enfrentam bloqueios em rodovias, seções alagadas e falta de ônibus nas principais capitais do país neste domingo (25).
A Justiça Eleitoral precisou agir rápido. O temporal forçou a transferência emergencial de zonas eleitorais em diversos estados para garantir o andamento da votação.
Tempestades alteram locais de votação no segundo turno

Em São Paulo, a água bloqueou o acesso a colégios eleitorais. Em Itapevi, na região metropolitana, as urnas do Centro Edevaldo Caramez foram deslocadas para a Escola do Futuro.
Cenário semelhante ocorreu no interior paulista. Eleitores de Americana encontraram alagamentos no entorno da Escola Sesi, exigindo mudanças nos acessos para os quase 1.500 votantes.
O Paraná registra bloqueios rodoviários graves neste segundo turno. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou interdições por acúmulo de água na BR-153 e na BR-476.
Rotas alternativas buscam garantir o direito ao voto. O estado também transferiu locais de votação em Curitiba e Guaratuba devido às inundações locais.
No Rio de Janeiro, o imprevisto não veio do clima. Uma infestação de pulgas obrigou a mudança de dez seções em Jardim Sulacap, impactando cerca de 3.000 eleitores.
Crise no transporte público e embates políticos
A falta de ônibus gerou uma escalada judicial imediata. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ordenou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador e o restabelecimento total da frota.
Partidos políticos manifestaram preocupação com o impacto da frota reduzida no índice de abstenção. A logística de locomoção tornou-se o principal ponto de atrito entre coligações rivais neste segundo turno.
A prefeitura baiana justificou as interrupções matinais. Veículos que amanheceram adesivados com propaganda irregular nas garagens precisaram ser retidos e limpos antes de retornar às ruas.
Desafios logísticos atrasam o segundo turno em São Paulo
A capital paulista repete o drama baiano. A Justiça exigiu 100% da frota nas ruas com tarifa zero, mas representações partidárias denunciam o descumprimento parcial da ordem.
Lideranças políticas acusam a gestão municipal de manter apenas 60% da capacidade em circulação. Em resposta, há movimentos pedindo a extensão do horário de votação.
“Temos pedido desde cedo que reestabeleçam a frota, e a prefeitura não atende”, afirmou a representação partidária responsável pela denúncia em São Paulo.
A SPTrans alegou desafios operacionais severos. As concessionárias relataram enormes dificuldades para readequar escalas de trabalho e rotinas de forma imediata.
Esses obstáculos estruturais definem o ritmo do pleito. Autoridades de segurança, logística e transporte seguem mobilizadas para garantir o fluxo das urnas até o encerramento deste segundo turno.