São Paulo amplia rede de Residências Inclusivas
Residências Inclusivas oferecem acolhimento, proteção e autonomia para pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade e sem apoio familiar
- Publicado: 21/09/2026 14:52
- Alterado: 21/09/2026 14:52
- Autor: Gabriel de Jesus
No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado neste domingo (21), o Governo de São Paulo destaca a atuação das Residências Inclusivas como parte da rede de assistência social voltada à proteção, à autonomia e à inclusão de pessoas com deficiência.
O serviço é destinado a jovens e adultos com deficiência entre 18 e 59 anos, em situação de dependência e vulnerabilidade ou risco social, que não tenham condições de permanecer ou retornar ao convívio familiar. A proposta é oferecer acolhimento em um ambiente residencial, inserido na comunidade e com acompanhamento especializado.
Diferentemente de grandes instituições, as Residências Inclusivas funcionam em espaços com características semelhantes às de uma casa. Os moradores recebem suporte para atividades do cotidiano, além de acompanhamento para acesso a outras políticas públicas e serviços da rede.
Residências Inclusivas estimulam autonomia

O atendimento nas Residências Inclusivas é individualizado e considera as necessidades e potencialidades de cada morador. A rotina pode envolver cuidados pessoais, alimentação, organização da casa, convivência e participação em atividades na comunidade.
O serviço também busca articular o atendimento com áreas como saúde, educação, trabalho, cultura e lazer, ampliando o acesso a direitos e oportunidades.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado, o modelo procura superar práticas institucionais segregadoras e promover uma atenção mais personalizada, com fortalecimento de vínculos e convivência comunitária.
Quem pode ser atendido
As Residências Inclusivas atendem pessoas com deficiência que necessitam de cuidados contínuos e que estejam em situação de vulnerabilidade, sem condições de autossustentação ou de permanência com a família.
O acesso não ocorre por inscrição direta na unidade. O encaminhamento é feito pela rede socioassistencial, após avaliação das necessidades da pessoa e definição do atendimento adequado.
A modalidade integra a Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o acolhimento é gratuito para quem necessita do serviço. Cada residência pode atender até dez pessoas.
Residências Inclusivas estão presentes em 152 unidades
Atualmente, o Estado de São Paulo conta com 152 Residências Inclusivas, sendo 126 de atendimento municipal e 26 de atendimento regional. Para 2026, os recursos destinados ao cofinanciamento estadual para implantação e custeio das unidades ultrapassam R$ 17,9 milhões.
A rede continua sendo ampliada. Em abril, por exemplo, uma nova unidade foi implantada em Guaratinguetá, com atendimento ininterrupto e capacidade para acolher jovens e adultos com deficiência sem suporte familiar adequado.
As Residências Inclusivas são apresentadas pelo Estado como uma alternativa de acolhimento que busca conciliar proteção e cuidado com a possibilidade de participação na comunidade, preservando vínculos e ampliando a autonomia dos moradores.
No contexto do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, a política reforça a importância de serviços que não se limitem ao acolhimento, mas também criem condições para que pessoas com deficiência possam exercer direitos, fazer escolhas e participar da vida em sociedade.