São Paulo cria mais de 300 mil empregos em 2026
Estado abriu 306,8 mil vagas formais entre janeiro e agosto e respondeu por 27% dos empregos criados no país; salário de admissão chegou a R$ 2,7 mil
- Publicado: 02/10/2026 08:50
- Alterado: 02/10/2026 08:51
- Autor: Edvaldo Barone
O mercado de trabalho paulista ultrapassou a marca de 300 mil empregos em São Paulo criados entre janeiro e agosto de 2026. Foram 306.883 novos postos com carteira assinada no período, o equivalente a 27% das 1,13 milhão de vagas abertas em todo o Brasil. Os dados são da Fundação Seade, elaborados a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Somente em agosto, o estado registrou saldo positivo de 42.533 vagas formais, correspondente a 26% dos 165.827 empregos gerados no país naquele mês. Considerando os últimos 12 meses, São Paulo acumulou 174.041 novos postos de trabalho, ou aproximadamente 20% do saldo nacional de 887.708 vagas.
São Paulo concentra mais da metade das vagas do Sudeste

A participação paulista também se destaca dentro do Sudeste. Dos 73.167 empregos criados na região em agosto, 42.533 estavam em São Paulo, o equivalente a cerca de 58%. No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o estado respondeu por 306.883 das 529.132 vagas abertas nos quatro estados da região, novamente uma participação próxima de 58%.
Os números de empregos em São Paulo representam crescimento de 0,29% em agosto, 2,13% no acumulado entre janeiro e agosto e 1,19% nos últimos 12 meses. Nos três recortes apresentados pelo levantamento, o saldo entre admissões e desligamentos permaneceu positivo.
A criação de empregos em São Paulo também ocorre acompanhada do maior salário médio de admissão entre as unidades da Federação. Em agosto, trabalhadores contratados no estado começaram nos novos postos recebendo, em média, R$ 2.725,54.
Salário de admissão supera média brasileira em 13%
O valor pago nas novas contratações paulistas ficou 13% acima da média brasileira, de R$ 2.410,74. Depois de São Paulo aparecem Santa Catarina, com R$ 2.492,57, Distrito Federal, com R$ 2.433,12, e Rio de Janeiro, com R$ 2.385,31. Entre as regiões, o Sudeste apresentou a maior média do país, de R$ 2.572,56.
Segundo os dados divulgados pelo Governo de São Paulo, um dos fatores relacionados à remuneração é o piso estadual. Em 2026, o salário mínimo paulista foi fixado em R$ 1.874. A gestão estadual afirma que o valor representa uma valorização acumulada próxima de 50% durante o atual governo.
Além do volume de empregos em São Paulo, os números mostram uma concentração das contratações no setor de serviços. Em agosto, a atividade respondeu pela abertura de 30.106 postos formais, cerca de sete em cada dez vagas criadas no estado naquele mês.
Serviços lideram geração de empregos em São Paulo
Dentro dos serviços, o maior saldo veio do grupo que reúne administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 13.128 vagas. Transporte, armazenagem e correio aparecem na sequência, com 7.822 novos postos.
Alojamento e alimentação acrescentaram outras 3.865 vagas, enquanto informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas responderam por 3.333 contratações líquidas.
Fora dos serviços, comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas abriram 5.092 postos, enquanto a construção registrou 2.728. Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura somaram 2.687 vagas.
A indústria geral apresentou saldo de 1.916 postos no mês. Dentro desse segmento, a indústria de transformação registrou 2.197 vagas, resultado superior ao saldo agregado da atividade porque outros ramos industriais tiveram desempenho negativo. Com os resultados de agosto, o estado chegou a 306.883 empregos em São Paulo criados nos oito primeiros meses de 2026.