Data: 11/10/2021 17:22 / Autor: João Pedro Mello / Fonte: ABCdoABC

GM e Sindicato dos Metalúrgicos chegam a um acordo parcial

Na última sexta-feira (08), o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul e General Motors do Brasil (GM), participaram da audiência de conciliação para o debate do Dissídio Coletivos


Crédito: Reprodução Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul

Após o ingresso na justiça por conta da greve dos metalúrgicos, GM e sindicato (ao menos por hora), chegam a um acordo, de forma parcial, em que ambas as partes concordaram com os valores de reajuste de 10,42% a partir do dia 1º de setembro do ano, acerca dos salários retroativos ao período paralisado.

Nesta semana, ocorrerá o julgamento onde serão discutidas as cláusulas dos direitos de saúde e valores do vale-alimentação dos funcionários. O encontro acontece nesta quarta-feira (13), às 15h, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.

Na ocasião, o encontro propiciou parcialmente, um acerto entre as partes, onde acordaram também que serão considerados os mesmos índices de reajustes para vale-transporte, refeição e piso, sendo levado em consideração os efeitos retroativos, com as devidas diferenças geradas, com o acerto para até o dia 18 deste mês.

Dentre os pontos pactuados no acordo, está a manutenção de cláusulas do acordo coletivo anterior que não estão em debate, além da antecipação do pagamento de metade do 13º salário do ano vem que vem, para fevereiro de 2022. Desta forma, a GM aceitou um sistema de progressão salarial, ocorrendo uma vez a cada semestre.

Ainda que acordadas nos termos citados, tanto sindicato quanto a empresa, ainda seguem divergindo quanto aos parágrafos acerca de descontos de contribuição sindical na folha de pagamento dos funcionários. Tendo a montadora como defensora de que primeiro ocorra uma autorização expressa e prévia do desconto, entretanto o sindicato segue irredutível, pois entende que o desconto já está previsto após uma aprovação em assembleia.

Além disso, o valor do vale-alimentação e a aplicação de garantias a empregados acometidos por doenças com relação indireta com a atividade laboral também foram objetos de discordância.

Em três dias os trabalhadores deverão se reunir em uma assembleia, às 6h e às 15h, com o objetivo de discutir pontos acerca do retorno as atividades na empresa. A montadora, concordou de que não houvesse desconto nos salários dos funcionários durante os dias paralisados ou sequer exigência de reposição de horas perdidas.

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