Data: 27/09/2021 13:37 / Autor: Redação / Fonte: Hisa Hanbai Leilões

Empresa de São Caetano estimula redução de descarte de eletrônicos

Aumento de 21% de lixo eletrônico impulsionou empresária do ABC a oferecer novo olhar sobre produtos que ainda estão em perfeitas condições de uso


Tatiana Sato, da Hisa Hanbai Leilões, garimpa relíquias que antes eram consideradas lixo, mas que possuem valor financeiro importante e impulsionam economia circular
Tatiana Sato, da Hisa Hanbai Leilões, garimpa relíquias que antes eram consideradas lixo, mas que possuem valor financeiro importante e impulsionam economia circular

Crédito: Divulgação

Nos últimos cinco anos cresceu em 21% o descarte de lixo eletrônico, é o que revela a pesquisa Global E-waste Monitor 2020 da Universidade da Nações Unidas, e esse material tem sido descartado incorretamente causando danos ambientais e riscos à saúde, porém, poderia ser melhor aproveitado com a reciclagem dos itens, que dentro da economia circular geram boas quantias em dinheiro, tanto em leilões de sucata quanto em vendas de peças remanufaturadas, é o que ressalta Tatiana Sato, CEO da Hisa Hanbai Leilões, empresa de São Caetano do Sul, que fomenta um novo mindset de sustentabilidade no mercado corporativo, transformando em lucro o que antes era lixo. 

“Muitas empresas jogam toneladas de computadores, arquivos, cadeiras, geladeiras, celulares, entre outros bens, anualmente no lixo, e não se certificam se o descarte foi realizado da forma correta. Isso gera poluição de solo e consequentemente das águas, porque todo esse material acumulado em lixões danifica o meio ambiente e nossa saúde. Focar no descarte correto é também movimentar a economia proporcionando a geração de empregos, seja com a mão de obra de consertos de eletrônicos, seja com a venda de peças remanufaturadas, e também proporcionando ao consumidor aquisições de bens em bom estado e com valores mais acessíveis. O mercado de leilão está de olho nesses itens que podem ter novo destino, e o melhor é que isso gera lucro para quem descarta, e para quem compra. Um ótimo negócio para todos”, explica Tatiana.

A cidade de São Caetano é também a única entre as sete cidades que participa do programa de parceiros da ABREE (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos), entidade que incentiva a gestão de resíduos sólidos e a logística reversa para que o lixo eletrônico tenha um destino correto.

A prática de enviar lixo eletrônico a leilões também é bem vista por pesquisadores da área de sustentabilidade e economia circular, que defendem a transformação desses itens em recursos. “Pensar em uma economia circular é entender que podemos ser mais produtivos e mais verdes, ou seja, é criar maneiras de utilizar um produto de diferentes formas. O leilão, por exemplo, é um dos mecanismos que podemos usar para que a economia realmente circule”, destaca o professor da UFABC, Dr. Derval dos Santos Rosa, pesquisador de materiais funcionais avançados.

O governo brasileiro, por exemplo, arrecadou com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mais de R$1 milhão com o leilão de 64 bens móveis inservíveis pertencentes ao patrimônio. “Assim como o governo brasileiro, muitas empresas já se beneficiam leiloando lotes de bens inservíveis ou até mesmo bens em perfeito estado, mas que não terá mais utilidade para a companhia. É tempo de olharmos para o meio ambiente, para a saúde e também para fazermos a economia rodar. Não podemos jogar no lixo o que vale dinheiro”, reforça Tatiana.

O índice de reciclagem no Brasil ainda é baixo, mas há um movimento das próprias empresas para que isso mude. E a economia circular é fundamental para que possamos ser mais sustentável. Mas principalmente fazer as pessoas entenderem que sustentabilidade é a geração futura, o meio ambiente, os seres humanos e as fontes de matéria prima, é o todo”, finaliza dos Santos Rosa.

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