Data: 21/10/2020 19:26 / Autor: Redação / Fonte: Evoluir

Projeto Tinkering chega a São Bernardo do Campo para formar professores da rede pública

Segunda etapa da iniciativa, promovida pela Basf e Evoluir, prepara 80 educadores na cidade, ensinando a metodologia mão na massa


Pilhas, motores, chaves e barbantes são alguns dos itens que compõem as T-Box
Pilhas, motores, chaves e barbantes são alguns dos itens que compõem as T-Box

Crédito: Divulgação

Aprender colocando a mão na massa: essa é a missão do projeto Tinkering, que chega a São Bernardo do Campo para formar 80 educadores da rede pública de ensino, com o objetivo de desenvolver uma maneira mais livre, criativa e colaborativa de aprendizado com o uso de ferramentas ludopedagógicas. A primeira etapa das atividades teve início com um encontro virtual de acolhimento tecnológico aos professores, seguido da entrega das caixas - chamadas de T-Box - aos participantes. Já nesta segunda etapa, os educadores estão aprendendo na prática como aplicar a metodologia. O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, patrocínio da Basf e executado pela Evoluir em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Bernardo do Campo.  

As T-Box são recheadas de materiais, divididos nas categorias “eletrônicos”, “ferramental” e “estrutural” e podem ser usados para uma infinidade de experiências pedagógicas criativas. Entre os “eletrônicos” há suportes de baterias e pilhas, LEDS e motores. Já entre as ferramentas, há alicate, chaves philips, chave de fenda, trena, entre outros. Os “estruturais” têm palitos de madeira, canudos de papel, arames, barbantes e outros acessórios. Junto a caixa, os professores recebem manuais e tutoriais. Durante os workshops de treinamento dos educadores, os facilitadores da Evoluir apresentam na teoria e na prática os principais passos para trabalhar com o Tinkering nas escolas, tendo como material de apoio o guia Tinkering – Experiência Criativa e a plataforma Tinker Lab, que orientam o educador a encontrar caminhos para uma experiência fascinante de aprendizado.

A proposta de aprendizagem oferecida pelo Tinkering promove concretude ao aprendizado e está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), apresentada pelo Ministério da Educação (MEC), especialmente porque essas abordagens consideram a aprendizagem de forma mais ampla e transversal - incluindo aspectos como a aprendizagem socioemocional - definindo um conjunto de competências gerais que devem ser desenvolvidas de forma integrada aos componentes curriculares ao longo de toda a Educação Básica. As competências foram definidas a partir dos direitos éticos, estéticos e políticos assegurados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores essenciais para a vida no século XXI.

O projeto é dividido em 5 principais etapas – encontro virtual com acolhida tecnológica, entrega das caixas, metodologia mão na massa, e a formação final. Todo o processo foi adaptado para o ambiente online, por conta da quarentena. A partir da experiência, as turmas de professores aprendem, num total de 23 horas de formação síncrona, todos os passos do método Steam (Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics) - Metodologia de ensino americana que busca integrar conhecimentos de artes, ciências, tecnologia, engenharia e matemática para preparar os alunos para os desafios futuros como cidadão. No Tinkering essa técnica é chamada de CDF (Conheça, Desenhe e Faça), uma nova abordagem do Steam que trabalha a curiosidade, a pesquisa e a mão na massa.

Na cidade, já está na segunda etapa, onde os educadores aprendem a metodologia mão na massa. “O projeto é excelente, uma ótima didática e com acolhimento maravilhoso. Ele dá um subsídio de potencialidade para o nosso conhecimento, acabamos descobrindo uma nova habilidade, e tenho certeza que a prática com as crianças será fabulosa”, conta Maria Cecília Fazolin, educadora participante do projeto.

“As crianças aprendem melhor brincando e participando, é por isso que a “cultura maker” tem conquistado cada vez mais destaque entre as tendências pedagógicas atuais. Sua prática transforma ferramentas digitais e analógicas em contexto, linguagens e oportunidades, visando também o aprendizado socioemocional. Nós acreditamos, de fato, que estamos influenciando positivamente com uma aprendizagem mais rica, viva, com mais tecnologia e alegria”, afirma o coordenador de projetos educacionais da Evoluir, Saulo Silva.

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