Data: 09/04/2013 14:50 / Autor: Eduardo Nascimento / Fonte: FUABC

Complexo de São Bernardo integra programa Latino-Americano contra sepse

HMU, Anchieta e HPS Central participam de capacitação e buscam meta de 6 horas para diagnóstico, exames e início da terapia contra a sepse


Participaram em março de capacitação no Hospital Albert Einstein
Participaram em março de capacitação no Hospital Albert Einstein

Crédito: Divulgação

 

O Complexo Hospitalar Municipal de São Bernardo faz parte do grupo de unidades de saúde preocupadas com o controle e tratamento efetivo da sepse, que é definida como o conjunto de sinais e sintomas que traduzem as reações do organismo frente a processos infecciosos. Representantes do Hospital Municipal Universitário (HMU) e do Hospital e Pronto-Socorro Central (HPSC) participaram em março de capacitação no Hospital Albert Einstein, cuja finalidade é a implantação de Protocolo Assistencial Gerenciado para redução das taxas de mortalidade em consequência da sepse grave, por meio de maior agilidade no diagnóstico e tratamento da sepse. O Hospital Anchieta esteve no treinamento em 2012.

O protocolo interno contra a sepse nos hospitais é uma iniciativa do Instituto Latino-Americano da Sepse (ILAS), Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein e Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), entre outras entidades que mantém o projeto batizado “Controlando a infecção, sobrevivendo à sepse”. O esforço busca diminuir as taxas de mortalidade a partir da capacitação de profissionais de hospitais que dispõem de UTI adulto, a fim de que haja reconhecimento precoce da sepse grave em pacientes internados. O ILAS é responsável pela organização, gerenciamento da coleta de dados e condução da campanha no Brasil.

Salvando vidas

O programa é dividido em três etapas. O primeiro passo é a avaliação, preparo da infraestrutura e de processos, além da criação de um grupo de sepse na unidade, elaboração de protocolos de tratamento e adequação de rotinas em setores como farmácia, laboratório e banco de sangue, para liberação de antibióticos, entre outros serviços.

A segunda fase consiste na coleta de dados, levantamento estatístico de mortalidade e de todos os pacientes com diagnóstico de sepse grave ou choque séptico. A última etapa é a de educação continuada, com apresentação de resultados, campanhas e treinamentos internos para melhora da aderência ao tratamento e manutenção de taxas alcançadas com o programa.

 “Nosso objetivo principal com implantação do protocolo é otimizar a identificação da sepse e instituir o tratamento o mais rápido possível. Quanto mais cedo diagnosticarmos o problema, maiores as chances do paciente”, explica Dra. Silvana Giovanelli, coordenadora do Projeto Sepse no HMU ao lado da enfermeira Selma Maria Costa, e que esteve no treinamento no Hospital Albert Einstein ao lado da enfermeira do HMU, Luciene Carrocini Ferrari, e da enfermeira do HPSC, Rita Spontão.

Entre os principais sinais e sintomas da sepse estão temperatura acima de 38°C, frequência cardíaca maior que 90 batimentos por minuto e frequência respiratória acima de 20 movimentos por minuto. Agitação e confusão mental também podem fazer parte do quadro clinico séptico. A terapia é realizada a partir de conjunto de intervenções, que englobam antibióticos, hidratação, entre outras necessidades específicas. “O tratamento deve ser instituído de forma muito rápida, pois as chances de óbito aumentam consideravelmente com o passar das horas”, alerta a médica do HMU, Dra. Silvana Giovanelli, ressaltando que a meta buscada em São Bernardo é o diagnóstico, realização de exames e início do tratamento dentro das seis primeiras horas de atendimento.

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