Data: 11/12/2019 10:07 / Autor: Redação / Fonte: assessoria

Projeto traz apresentação que discute a resistência feminina contra ditadura militar

Conta.Encontra leva para o Cesa Vila Floresta, em Santo André, debate sobre a peça 'Movimento Clandestino Maria das Dores'


  'Movimento Clandestino Maria das Dores' aborda a resistência feminina na ditadura civil-militar
'Movimento Clandestino Maria das Dores' aborda a resistência feminina na ditadura civil-militar

Crédito: divulgação

O projeto cultural Conta.Encontra, desenvolvido no Cesa Vila Floresta, em Santo André, para discutir o que é ser mulher periférica, abordando temas como maternidade, machismo, violência, abusos sexuais e domésticos, dentre outros assuntos, promove nesta sexta-feira (13) um encontro especial sobre o protagonismo e a resistência de  mulheres que lutaram contra a ditadura civil-militar (1964 – 1985).

A partir das 19h30, o Cesa Vila Floresta recebe gratuitamente a apresentação ‘Ponto Corrente em: Movimento Clandestino Maria das Dores', que aborda o período de repressão e a militância feminina no ABC Paulista.

Como em diversas localidades, as mulheres não pegaram em armas, mas foram responsáveis por um importante movimento de conscientização, conquistas comunitárias e avanço social. A história apresentada se passa em um cruzeiro e é por meio da tripulante do navio que as memórias são resgatadas e compartilhadas com o público. A apresentação será feita pelo grupo Pontos de Fiandeiras, formado por atrizes e artistas da região do ABC.

“Esse encontro é mais uma forma de proporcionar conhecimento e reflexão para o público em geral e as participantes do projeto ‘Conta.Encontra’, de forma a discutir temas sobre a representação da mulher na sociedade”, explica a artista Patrícia Nogueira, uma das responsáveis pelo projeto.

O ‘Conta.Encontra’ ocorre desde agosto deste ano no Cesa Vila Floresta. Financiado com recursos do Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de Santo André, a iniciativa tem como objetivo principal reunir mulheres dos bairros Bom Pastor e Vila Floresta para discutir temas que interfiram diretamente na vida delas com um pensamento construtivo e crítico. A ação também visa incentivar o empoderamento das participantes para lidar com questões cotidianas.

“No grupo incentivamos a sororidade feminina, sendo o acolhimento uma das principais ferramentas, discutindo a ampliação do papel da mulher e direitos na sociedade. Essa construção que temos coletivamente durante todo o processo nos inspiraram a escrever contos sobre essas mulheres, incentivando-as a serem protagonistas de suas histórias", afirma a psicóloga Daiane de Araújo, também idealizadora do projeto.

Além de dar voz às mulheres para compartilhar vivências e experiências por meio de rodas de conversa, o projeto utiliza jogos, a dança, artes manuais e outras possibilidades artísticas para construir narrativas com as participantes.

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