Data: 02/10/2019 11:02 - Alterado em: 03/10/2019 11:56 / Autor: Redação / Fonte: assessoria

Exposição sobre cultura underground chega ao Grande ABC

Exposição em homenagem à cena independente traz retratos inéditos de protagonistas da região


Exposição “100 rostos do underground - Um Estudo das Cenas”
Exposição “100 rostos do underground - Um Estudo das Cenas”

Crédito: Camila Vech

A Casa da Palavra, em Santo André, recebe a partir de 04 de outubro, a exposição individual "100 rostos do underground - Um Estudo das Cenas", da artista Prila Maria. A mostra agrega 50 retratos inéditos de protagonistas da cena independente, em especial do Grande ABC, e outras 50 obras já conhecidas pelo público da capital, mas que chegam pela primeira vez à região.

Com retratos de nomes conhecidos do cenário da arte independente, a série contempla rostos de pioneiros ou de protagonistas do graffiti, da escrita de rua, da música, do hip hop e do skate, que construíram e veem construindo a cena independente de São Paulo e do Grande ABC, muitos destes reconhecidos internacionalmente.

Marcada pela diversidade, além de artistas de rua, a série conta com rostos de ativistas, como uma das lideranças do movimento negro Douglas Belchior, da deputada estadual de São Paulo Mônica Seixas, da atriz e apresentadora trans Leona Jhovs, assim como de Elaine Bortolanza, que deu continuidade ao projeto Daspu, grife e passarela de rua que tem como principal objetivo dar visibilidade à luta do movimento de prostitutas.

Esta edição contempla ainda outra novidade. O público poderá saber mais sobre cada artista pintado por Prila a partir de um QR Code nas obras que, em contato com a câmera do celular, direcionará o visitante para a conta de Instagram do retratado. A produção é do artista multimídia Diego Honório, também retratado para a mostra e dono da assinatura KPOT. A exposição é gratuita e fica em cartaz até 04 de novembro.

Produção

Celebrando 10 anos do início deste projeto, Prila Maria retornou ao cavalete para seguir contando a história do underground brasileiro, cuja produção inicial já havia rendido outras duas exposições: na Alesp em 2018 e na Galeria do Rock em 2019.

No último mês, a série dobrou de tamanho e passou a ser o maior registro de catalogação da cena underground do país que se tem conhecimento. O projeto deve continuar crescendo conforme a artista for ampliando sua pesquisa sobre contracultura e expoentes de outras regiões.

A segunda fase de produção foi realizada entre o ateliê da artista e a Casa da Palavra, onde Prila recebeu diversos visitantes. Entre eles, artistas andreenses consagrados reverenciados na série, como o poeta Zhô Bertholini e o escritor de graffiti Kriok. “Esses encontros foram muito ricos e transformaram o espaço em rodas de conversa informais sobre a cena cultural da região”, conta Prila. O resultado foi um minidocumentário produzido por Diego Honório, que será transmitido durante a exposição.

Mostra paralela

Com ênfase na contracultura do Grande ABC, para esta edição Prila Maria convidou o artista e pesquisador em escrita de rua (pixação) Moisés Martins Fogaça (Zéis), para assinar com ela e Diego Honório a curadoria da escolha de nove escritores de rua que ocuparão paralelamente o espaço, apresentando suas grafias em peças em formato de shape de skate. São eles: SUJEITAS, LOBA GI, YA YA, DOCTOR NE, RAZÃO GAW, PEDROKAOS, SOCINATAS CLT, KRIOK e ATEUS SD. Esses mesmos nomes foram também retratados por Prila Maria para a mostra "100 rostos do underground - Um Estudo das Cenas".

Exposição “100 rostos do underground - Um Estudo das Cenas”

Artista Prila Maria

Abertura – 04 de outubro, às 20h

Visitação – 05 de outubro a 04 novembro

Horário – De segunda, das 8h às 17h. Terça a sexta, das 9h às 22h. Sábados, 08 às 17h.

Entrada gratuita

Endereço:  Casa da Palavra – Praça do Carmo nº 171 – Centro de Santo André

Sobre a artista

Conhecida no cenário underground por sua arte, Prila Maria passou a ocupar as ruas do Grande ABC com sua personagem, uma mulher negra, empoderada, com uma levada que passeia entre o estilo vintage das pinups mesclada ao senso de urbanidade que a move por entre os muros. Em cada linha desenhada e em cada tatuagem da personagem, Prila traz junto sua carga emocional, experiências próprias e de pessoas de sua convivência, suas leituras, pesquisas e referências.

Apaixonada tanto pelo suporte quanto pelo material que utiliza, a artista multimídia constrói também esculturas em 3D de objetos de consumo do universo da arte urbana como latas de sprays e canetões.

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