Data: 24/04/2013 16:22 / Autor: Paloma Alvarez Alonso / Fonte: Semasa

Defesa Civil de Santo André recebe mapeamento das áreas de risco do Governo Federal

Em maio, o município também contará com levantamento do IPT; balanço da Defesa Civil mostra aumento de atendimentos no último verão


– Agentes da Defesa Civil e Prefeitura realizam cadastramento de moradores da Avenida Maurício de Medeiros
– Agentes da Defesa Civil e Prefeitura realizam cadastramento de moradores da Avenida Maurício de Medeiros

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), por meio da Defesa Civil, recebeu em março o novo estudo das áreas de risco do município. O mapeamento andreense listou 38 áreas na cidade, entre níveis 3 e 4 (alto e muito alto), que caracterizam os diversos tipos de riscos: de inundação, enxurradas, deslizamentos e solapamentos. Em maio, outro levantamento, desta vez do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), encomendado pelo Consórcio Intermunicipal, vai apontar outros pontos vulneráveis na cidade. Os trabalhos são de extrema importância para o planejamento e ações preventivas, que antecedem o período das chuvas de verão.

O primeiro mapeamento foi elaborado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Mineirais (CPRM), Serviço Geológico do Brasil, órgão do Ministério de Minas e Energia, do Governo Federal. O levantamento faz parte das ações de integração nacional para o cumprimento à Lei Federal 12.608 de 2012, que estabeleceu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A legislação foi criada após os inúmeros desastres que ocorreram no Brasil, principalmente em 2011 e 2012, como as chuvas na região serrana do Rio de Janeiro e Minas Gerais e as inundações em Santa Catarina e Alagoas.

Participaram do estudo do CPRM 286 municípios do País que apresentam locais de alta vulnerabilidade. Além do Ministério de Minas e Energia, o levantamento contou com o apoio dos ministérios das Cidades, da Integração Nacional, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia.

Já o mapeamento do IPT contemplará áreas de risco 1 e 2 (baixo e médio), além das áreas 3 e 4 (alto e muito alto), o que indicará aos gestores municipais quais as ações estruturais (obras de drenagem, contenção de encostas etc.) e não estrurais (realocação de famílias, formação preventiva etc) que farão parte do PMRR – Plano Municipal de Redução de Risco.

Aumento de atendimentos no verão

A Defesa Civil de Santo André divulgou balanço do Plano Operação Chuvas de Verão (POCV) deste ano. Os dados demonstram que o número de atendimentos a pessoas e famílias em razão das chuvas aumentou em relação ao ano passado. O motivo foi a elevação do volume de chuvas registrado de 1º de dezembro de 2012 até 15 de abril de 2013, quando se encerrou a operação.

Segundo a diretora da Defesa Civil, Débora Diogo, o índice pluviométrico de fevereiro deste ano é quase o dobro do registrado em fevereiro do ano passado. “Observamos que houve um aumento significativo no índice de chuvas neste verão, principalmente a partir de fevereiro. A variação da temperatura, em virtude da ação do El Niño, ainda que mais fraco, foi a grande responsável pela alteração do regime das chuvas, além de vendavais e granizo”, explica. Em relação ao período inteiro de dezembro a abril, o índice de chuvas registrado nesta operação subiu 22% em relação ao ano passado.

De acordo com o relatório, o número de ocorrências também apresentou elevação. Na operação deste ano foi contabilizado um total de 1.662 atendimentos. Já o biênio 2011/2012 totalizou 1.354 ocorrências. O levantamento também mostra que, neste biênio da operação, 618 famílias ficaram desalojadas e 22 desabrigadas. Os moradores afetados pelos eventos receberam cestas básicas, alimentação, colchões, roupas entre outros itens.

Com o encerramento do POCV a Defesa Civil realizará uma avaliação sobre o período junto a todas as áreas da Prefeitura e do Semasa envolvidas diretamente nos trabalhos. A partir desta reunião e dos novos mapeamentos das áreas de risco será realizado o planejamento estratégico para o próximo período, 2013/2014, priorizando as ações preventivas ao longo do ano.

Cartilha Comunidade Mais Segura
Além do estudo, o CPRM disponibilizou 300 cartilhas de prevenção de riscos que serão utilizadas, pelas equipes de Defesa Civil e de Relações Comunitárias do Semasa, no trabalho de mobilização entre as comunidades afetadas.
A cartilha também está disponível para download no site do Semasa, em www.semasa.sp.gov.br, na área da Defesa Civil.

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