Data: 10/04/2013 17:09 / Autor: Redação / Fonte: Secom PSA

Cine Teatro Carlos Gomes terá telhado reformado

Medida foi anunciada na noite desta sexta-feira (5) pelo governo de Santo André, após audiência pública realizada no Paço sobre o futuro do imóvel histórico cultural


 

O governo de Santo André abriu na sexta-feira (5) à noite, no Prédio Executivo, discussão pública sobre o destino do Cine Teatro Carlos Gomes, patrimônio tombado e localizado na região central da cidade. Em medida preventiva emergencial, a Prefeitura anunciou que irá recuperar o telhado, está prestes a desabar, com investimento da ordem de R$ 400 mil. A obra, com duração de 120 dias, deve começar em maio. Antes, no entanto, terá de passar por aprovação dos integrantes do Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André).

Apesar de ser uma medida obrigatória, foi ignorada pelo governo anterior. “Houve uma série de equívocos durante reforma executada sem o conhecimento e aprovação do órgão em dezembro de 2011. Temos de encontrar o melhor projeto para a cidade. Tenho um carinho especial pelo espaço”, lembrou o prefeito Carlos Grana, ao ressaltar o ato, que à época foi motivo de polêmica de vários movimentos artísticos e culturais da cidade, arquitetos, historiadores e população em geral, além de alvo de abertura de inquérito civil pelo Ministério Público.

Para o chefe do Executivo, a volta do Cine Teatro Carlos Gomes é ponto pacífico. Hoje, o Carlos Gomes – que começou sua história em 1912 – está fechado com paredes escoradas e telhado comprometido. “Comprometo-me a buscar uma solução para o problema. Afinal, o imóvel é extremamente importante para o nosso governo e para a cidade”, afirmou, durante abertura da audiência pública que reuniu em torno de 60 participantes. A discussão sobre o futuro do local durou duas horas.

O que foi compartilhado pelo secretário de Gabinete, Tiago Nogueira, que quando vereador batalhou pela recuperação do prédio de valor histórico e sentimental para o morador de Santo André. “Não temos um projeto pronto para o local, mas a nossa proposta é estabelecer um diálogo com a sociedade e os produtores culturais para o destino do Carlos Gomes”, acrescentou.

Pelo fato de alguns elementos do imóvel serem tombados, como o telhado, as paredes laterais e do fundo, além da pintura, existem limitações físicas e estruturais para qualquer tipo de reforma. O que foi consenso entre os participantes. “Temos de ter esse olhar especial”, ressaltou a historiadora Suzana Kleeb, que durante anos trabalhou no Museu de Santo André.

A escritora Dalila Teles Veras, integrante do Movimento Cultura Viva de Santo André, leu manifesto de apoio à audiência promovida pelo governo municipal. Porém, defendeu a discussão dentro de uma política pública de cultura para a cidade. “A ocupação desse espaço (Carlos Gomes) faz parte de um todo”, avaliou.

FUTURO – Como encaminhamentos futuros, a Administração propôs prazo de 60 dias para discussão e elaboração de um programa de uso para o local, inclusive com a participação de integrantes da sociedade na discussão preliminar. Só depois, no entanto, será aberta a discussão do projeto arquitetônico. Para este ano, não há recurso disponível. “Temos de captar recursos agora para 2014”, reforçou o secretário de Gabinete, com o aval do titular de Orçamento e Planejamento, Alberto Alves de Souza.

A reforma do telhado será feita com recursos da Secretaria de Obras e Serviços Públicos – houve uma anulação de dotação orçamentária. O serviço será executado por empresa contratada pela Prefeitura para manutenção geral, mas terá a supervisão de um técnico da Universidade Federal do ABC, especialista em restauração de madeira, segundo Tiago Nogueira. O projeto será apresentado aos integrantes do Comdephaapasa nos próximos dias para aprovação.

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