Rock in Rio aposta em marcas e tecnologia em 2026

Tecnologia e ativações imersivas transformam público do Rock In Rio em protagonista com experiências interativas e inteligência artificial.

Rock in Rio aposta em marcas e tecnologia em 2026

Crédito: Divulgação

O Rock in Rio está transformando a Cidade do Rock em um grande laboratório de experiências imersivas. Embora os shows sigam como o atrativo principal, as marcas criaram uma programação paralela que combina inteligência artificial, cenografia, som e luz. O objetivo é integrar o público diretamente às narrativas. Um dos destaques é o ECCO by LightWire, patrocinado pela Vale, uma estrutura em 360° inspirada na floresta que combina aromas, luz e elementos da natureza. A companhia também instalou um túnel de LED interativo na entrada da arena.

Além disso, a tecnologia da Gemini utiliza inteligência artificial para gerar imagens personalizadas dos visitantes, enquanto a AXIA Energia foca em inovação na Global Village. A Heineken oferece uma pulseira inteligente que identifica afinidades musicais entre as pessoas, além da tradicional tirolesa. A lista de atrações no Rock in Rio inclui ainda a Montanha-Russa iFood, o Superbet Discovery, a Glambot da C&A com o Ipiranga e o espaço VIB da KITKAT. A edição atual reúne mais de 90 empresas em mais de 100 ativações, somando 8 mil horas de experiências e a distribuição de cerca de 1 milhão de brindes.

Tecnologia a serviço da narrativa

O uso de recursos tecnológicos avançados reflete uma mudança estrutural na criação de eventos de grande porte. Em vez de utilizar apenas telas e elementos visuais estáticos, as instalações buscam envolver os sentidos dos visitantes em tempo real.

“O que estamos vendo no Rock in Rio é que a tecnologia deixou de ser apenas um recurso visual. Ela passou a fazer parte da narrativa. Luz, som, inteligência artificial, sensores, movimento e espaço podem trabalhar juntos para colocar o público dentro de uma história”, explica Mohamad Rabah, CEO do Multiverso Experience. Para o executivo, o diferencial está no alinhamento dos estímulos sensoriais: “No ECCO, por exemplo, não existe uma tecnologia isolada tentando chamar atenção. Existe uma construção de atmosfera. A luz, o som, o movimento, os figurinos e os estímulos sensoriais trabalham juntos para contar uma história. É isso que diferencia uma instalação tecnológica de uma experiência realmente imersiva.”

A mudança no comportamento do público

O perfil dos frequentadores de grandes eventos mudou, demandando participação ativa e conteúdo gerado em tempo real. “O público está cada vez menos interessado em ser apenas espectador. Ele quer participar. Quando uma pessoa entra em um ambiente que reage à presença dela, recebe uma experiência personalizada ou passa a fazer parte visualmente daquela narrativa, existe uma conexão completamente diferente”, afirma Mohamad.

Essa estratégia reposiciona o papel do patrocínio em grandes festivais como o Rock in Rio. “Existe uma diferença entre patrocinar um evento e fazer parte da experiência de quem está ali. Quando uma pessoa associa uma determinada emoção, descoberta ou memória a uma marca, o relacionamento muda de nível”, pondera Rabah. Ele destaca que esse modelo deve expandir-se para museus, exposições e centros culturais, focando em jornadas personalizadas para o espectador.

Gabriel de Jesus

  • Publicado: 08/09/2026 20:41
  • Alterado: 08/09/2026 20:41
  • Autor: Gabriel de Jesus