Data: 04/06/2020 09:08 / Autor: Redação / Fonte: PMETRP

Ribeirão Pires mobiliza moradores para confecção de tsurus de origami

Ação da Prefeitura, promovida pelas redes sociais, estimula participação da população no processo de decoração da Casa do Origami, no Parque Oriental da cidade


Casa do Origami - Monitora Helen Nishikawara
Casa do Origami - Monitora Helen Nishikawara

Crédito: João Damásio

A Prefeitura de Ribeirão Pires, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, lançou nesta quarta-feira, dia 3, ação para mobilizar moradores para a confecção de tsurus de origami. Por meio de vídeo da artesã Ana Paula Nascimento, publicado nas redes sociais da Prefeitura, é possível acompanhar o passo-a-passo de como fazer um tsuru. A iniciativa tem como objetivo engajar a população no processo de decoração da Casa do Origami, uma das atrações do Parque Oriental da cidade, em fase final de implantação.

“Nesse período de isolamento social, em que muitas pessoas estão em casa, convidamos a todos que tenham interesse a participar da confecção dos tsurus, que são símbolo de esperança e de paz na cultura oriental. Além de deixar nosso parque muito mais bonito, essa ação tem um significado muito bonito, uma vez que incentiva a união das pessoas em torno de um interesses comuns, que, neste momento, são dias melhores, de mais saúde e prosperidade para a cidade e para todo o mundo”, explicou o prefeito de Ribeirão Pires, Adler Teixeira – Kiko.

“Com a colaboração dos moradores, vamos emanar boas energias e, ao retornar as atividades presenciais, os participantes poderão entregar esses tsurus, que serão expostos no Parque Oriental”, completou o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da cidade, César Ferreira.

A Casa do Origami do Parque Oriental será dedicada a oficinas gratuitas da arte milenar de origamis do Japão. O local foi decorado com pintura dos artistas Leonardo Conceição e Fernando Correia, no interior e exterior da construção. Além da pintura, mil tsurus de origami já estão expostos no local, pendurados formando cortinas. As dobraduras foram produzidas pela monitora Helen Nishikawara.

Os tsurus de origami podem ser feitos com papeis de qualquer tamanho, utilizando materiais leves, como folhas de jornais, revista ou papel dobradura. A proposta da Prefeitura é que a população se una para trazer boas energias à cidade e a todo o mundo, renovando as esperanças diante do atual cenário de pandemia da COVID-19.

A produção pelos moradores pode ser iniciada nesse momento de isolamento social, mas a entrega das peças será feita somente após o fim da quarentena em todo Estado.

Informações podem ser obtidas na Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico da cidade pelo telefone 4828-5577, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.

Sobre os tsurus de origami - A mitologia japonesa atribui aos tsurus a simbologia de paz, prosperidade, saúde e amor. Acredita-se que ao confeccionar mil tsurus de origami, com a mente focada em uma necessidade, o desejo será atendido.

Os tsurus são aves grandes e de extrema beleza, consideradas sagradas no Japão, representando a vitalidade da juventude. Na mitologia japonesa esses são considerados os pássaros mais velhos do planeta, podendo atingir até mil anos de expectativa de vida, sendo também companheiros de eremitas que meditavam no alto das montanhas.

Ao longo dos anos, os tsurus se tornaram aves místicas, consideradas talismãs poderosos capazes de retardar o processo de envelhecimento.

Crença – A arte milenar do origami se inspirou no tsuru para criar uma de suas mais conhecidas formas. Existe a crença que cortinas de origamis de tsurus, instaladas em comércios e residências, trazem paz, prosperidade e saúde à toda família. Acredita-se que ao produzir 1 mil tsurus de origami, com a mente focada em uma necessidade, a pessoa garante o desejo atendido.

A crença também diz que quanto mais tsurus uma pessoa doente fizer, mais rápida será a sua recuperação. A lenda foi reforçada e ganhou novo significado com a história da menina Sadako Sassaki, sobrevivente da explosão da bomba de Hiroshima, em 1945, aos 2 anos de idade. Após a explosão, Sadako foi atingida pela chuva radioativa que encobriu a cidade. Mais tarde, aos 12 anos, a menina foi diagnosticada com leucemia, devido a exposição à radiação nuclear que sofreu anos antes. Durante o tratamento no hospital, Sadako Sassaki produziu tsurus de origami, mentalizando a sua cura. Produziu, ao todo, 964 tsurus de papel até o seu falecimento, em outubro de 1955.

O esforço da menina se tornou notícia no Japão e logo, a comunidade se uniu para que Sadako fosse homenageada. Foi inaugurado em 1958, em Hiroshima, o Monumento da Paz das Crianças, tornando-a símbolo de crianças que morreram no ataque ou sofreram suas consequências. A história de Sadako Sassaki se tornou referência contra a guerra, pelo fim das armas nucleares e pela busca da paz mundial. Por esse motivo, hoje os tsurus de origami estão também atribuídos à simbologia de esperança e paz.

A trajetória de Sadako Sassaki também é relembrada em trecho do Parque Oriental de Ribeirão Pires. O projeto, em fase final de implantação, foi viabilizado por meio de convênio entre a Prefeitura e o DADETUT, do Governo do Estado. O Parque estará integrado com a região central da cidade (Boulevard Gastronômico) e, futuramente, ao Templo Luz do Oriente, onde está situada a Torre de Miroku. A inauguração do Parque Oriental, que deverá ser feita virtualmente, está prevista para este mês de junho.

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