Quadrilha especializada em furtos de residências é presa em SP
Polícia Civil de São Paulo desarticula grupo criminoso responsável por invadir imóveis de alto padrão usando controles remotos clonados.
- Publicado: 14/08/2026 11:11
- Alterado: 14/08/2026 11:11
- Autor: Thiago Antunes
A Polícia Civil desarticulou uma organização criminosa investigada por furtos de residências em três estados brasileiros. O grupo utilizava a técnica de clonagem de controles remotos para invadir imóveis de alto padrão e cometer os crimes. Os agentes prenderam 11 suspeitos e apreenderam um menor infrator até o momento.
Agentes da 2ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) comandaram a segunda fase da Operação Barracuda na quinta-feira (13). Os policiais cumpriram 12 mandados judiciais, incluindo prisões temporárias e busca e apreensão. A ação ocorreu nos bairros Glicério, Cambuci, Mooca e Vila Prudente, na capital paulista.
Investigações sobre furtos de residências
O caso ganhou tração após uma tentativa frustrada de assalto em Moema, na zona sul de São Paulo, no mês de março. Três homens invadiram uma casa e tentaram fugir pela garagem, mas bateram o carro contra o portão fechado. A Polícia Militar de São Paulo capturou um dos suspeitos durante a fuga a pé.
Os policiais apreenderam dois celulares com o indivíduo detido no local. A perícia técnica nos aparelhos revelou a identidade de outros membros da facção e esclareceu o modo de operação nos furtos de residências. O material ajudou a mapear o esquema de acesso eletrônico fraudulento aos portões automáticos.
“Eles tinham como alvo imóveis de alto padrão na região sul da capital, visando principalmente artigos de luxo, como joias e relógios”, explicou o delegado titular da 2ª Cerco, Deglayr Tavares Júnior.
Divisão de tarefas na organização criminosa
A corporação identificou papéis específicos e bem delimitados para cada membro da quadrilha. Alguns suspeitos selecionavam as vítimas, levantavam informações estruturais dos imóveis e providenciavam os veículos usados nos crimes. Outros executavam as invasões diretamente e verificavam a presença de moradores tocando a campainha das casas.
A fase anterior da operação policial resultou na prisão de um homem encarregado de recrutar os invasores diretos, conhecidos no jargão criminoso como “pé na porta“. Ele repassava dados precisos sobre os locais visados para os executores. Os dispositivos encontrados na casa do suspeito batiam com a lista de vítimas potenciais. A série de furtos de residências continua sob investigação para desarticular toda a rede.
Queda nas estatísticas criminais em São Paulo
As forças de segurança intensificaram as operações de repressão na região metropolitana. A capital paulista registrou 1,9 mil ocorrências desses crimes no primeiro semestre deste ano. O volume representa uma queda de 18,7% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O balanço estadual aponta um recuo ainda mais expressivo nas estatísticas globais do crime. Os dados oficiais mostram que os registros caíram 20,7%, passando de 16,9 mil para 13,6 mil ocorrências. As polícias estaduais mantêm o patrulhamento e o trabalho de inteligência contínuos para coibir os furtos de residências.