Polícia de SP mira quadrilha de falsos investimentos
Ação policial interestadual cumpre mandados contra grupo criminoso que lesou centenas de pessoas em esquema de fraudes com criptomoedas.
- Publicado: 13/08/2026 10:49
- Alterado: 13/08/2026 10:49
- Autor: Thiago Antunes
Policiais civis paulistas prestam apoio nesta quinta-feira (13) à Operação Criptoabate, liderada pelo Rio Grande do Sul, para desmantelar uma rede focada em falsas plataformas de investimentos. As equipes cumprem mandados judiciais simultâneos em São Paulo, território gaúcho e Santa Catarina contra os fraudadores.
Os agentes executam 10 mandados de prisão preventiva e outros 16 de busca e apreensão nos três estados. A capital paulista concentra a maior parte da ofensiva, recebendo oito ordens de captura e dez de busca, com suporte direto da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) do Deic.
Como operavam as falsas plataformas de investimentos
A investigação da polícia mapeou uma estrutura hierárquica rigorosa criada para captar alvos interessados no mercado financeiro. Os suspeitos dividiam tarefas que iam desde a oferta inicial enganosa até a disponibilização de contas bancárias de terceiros para girar os recursos arrecadados com o esquema.
O grupo convertia todo o montante obtido em criptoativos o mais rápido possível. A manobra digital visava dificultar o rastreamento do dinheiro pelos órgãos de controle e lavar o capital oriundo dos golpes virtuais.
“A atuação da DCCiber em São Paulo demonstra a importância da integração entre as Polícias Civis no combate a crimes cibernéticos e financeiros que ultrapassam as fronteiras dos estados. O foco é contribuir para a desarticulação dessa estrutura criminosa, identificar outros envolvidos e possíveis vítimas”, afirmou o delegado Paulo Barbosa, responsável pela Divisão de Crimes Cibernéticos.
Prejuízo milionário e rastreio de vítimas
O inquérito policial ganhou tração após um único investidor registrar um prejuízo superior a R$ 37 milhões ao aplicar suas reservas na fraude. A partir deste relato financeiro, os investigadores mapearam o fluxo do capital e descobriram a verdadeira dimensão da quadrilha criminosa.
Até o momento, a força-tarefa identificou ao menos 140 possíveis vítimas afetadas pela mesma dinâmica de roubo. Os peritos agora analisam os equipamentos eletrônicos e documentos apreendidos durante as buscas de hoje para localizar outras pessoas lesadas.
As diligências seguem ativas nos três estados para mapear o destino final do dinheiro escondido pelo bando. A prioridade das autoridades de segurança é prender os demais envolvidos e bloquear imediatamente os ativos ligados à operação das falsas plataformas de investimentos.