Planejamento reprodutivo guia nova ação da Organon em SP
Iniciativa sobre Planejamento reprodutivo foca em informação acessível e métodos contraceptivos para reduzir índice de gestações indesejadas no estado de SP
- Publicado: 21/09/2026 10:27
- Alterado: 21/09/2026 10:29
- Autor: Leonardo Nogueira
A decisão sobre ter ou não filhos exige informação de qualidade. O planejamento reprodutivo ganha uma nova força motriz no estado de São Paulo neste mês de setembro. A Organon anunciou uma campanha massiva voltada para as 11,7 milhões de paulistas em idade fértil mapeadas pelo IBGE.
O impacto financeiro e social da falta de planejamento reprodutivo

Gestações não intencionais geram um efeito cascata na saúde pública. Os dados da própria farmacêutica apontam que cerca de 291 mil gestações ocorrem sem intenção prévia em São Paulo todos os anos. O custo dessas ocorrências ultrapassa a marca de R$ 1,29 bilhão. A falha na distribuição de informações afeta diretamente a autonomia feminina.
A campanha “O que mais tem para mim?” surge para reverter esse cenário crítico. A iniciativa invade as ruas e as plataformas digitais para normalizar o diálogo sobre a saúde íntima. Cartazes em bares de Paraisópolis e Brasilândia inserem o debate sobre o planejamento reprodutivo na rotina das comunidades. O projeto democratiza o acesso ao conhecimento médico especializado.
“Queremos incentivar as mulheres a conhecerem suas possibilidades e a levarem suas dúvidas para a consulta, para que possam participar de uma decisão alinhada aos seus planos de vida” — Tassia Ginciene, diretora de Relações Institucionais da Organon.
Métodos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS)
A escolha do método ideal exige uma avaliação médica rigorosa. O SUS e a rede suplementar de saúde ofertam hoje tecnologias de longa duração, como o implante subdérmico de etonogestrel.
As opções preventivas englobam:
- Pílulas anticoncepcionais de uso contínuo ou cíclico.
- Dispositivos intrauterinos (DIUs) de cobre ou com liberação hormonal.
- Implantes subdérmicos de longa duração e alta eficácia.
- Preservativos de barreira masculinos e femininos.
A abordagem médica também sofreu adaptações estratégicas na nova ação. O conceito “O que mais tem para ela?” instiga os médicos a apresentarem todo o arsenal do planejamento reprodutivo durante os atendimentos de rotina. Doze influenciadoras, incluindo a médica Maju Ferreira e criadoras do coletivo Digital Favela, amplificam a mensagem na internet para engajar o público jovem.
O futuro do planejamento reprodutivo no Brasil
Garantir a independência feminina depende de políticas de saúde integradas e eficientes. A farmacêutica trabalha para expandir o alcance de seus mais de 60 produtos dedicados à saúde da mulher. Reduzir as taxas de gravidez não desejada exige ações práticas e urgentes nas bases sociais. Só com investimentos contínuos em educação o planejamento reprodutivo deixará de ser um termo complexo para se tornar um direito pleno exercido por todas as cidadãs.