Pesquisa em Mauá mapeia demandas de famílias atípicas

Projeto Vozes que Transformam, do Coletivo TEAção, mapeia demandas de famílias atípicas no Grande ABC

Pesquisa em Mauá mapeia demandas de famílias atípicas

Crédito: Autism awareness ribbon. Symbol of support and solidarity. Design vector element isolated on white background

O Coletivo TEAção de Famílias Atípicas de Mauá e Região lançou oficialmente o projeto de pesquisa “Vozes que Transformam”, uma iniciativa socioestrutural criada para mapear, analisar e dar visibilidade às demandas reais vivenciadas por famílias atípicas, pessoas com deficiência, adultos neurodivergentes e profissionais da área da inclusão no Grande ABC.

A proposta nasce da necessidade de ir além de levantamentos numéricos genéricos, buscando compreender as trajetórias individuais e identificar os principais gargalos no acesso a direitos fundamentais, serviços públicos e espaços de participação cidadã em Mauá e nos municípios vizinhos.

Perspectivas Plurais e Escuta Ativa

Autismo TEA. famílias atípicas
Divulgação

O estudo foi estruturado para contemplar múltiplos atores envolvidos diariamente com a pauta da neurodiversidade e da acessibilidade. A amostragem da pesquisa engloba:

  • Mães e Cuidadores Atípicos: Mapeamento de rotinas, sobrecarga do cuidado e acesso a redes de apoio;
  • Pessoas com Deficiência e Neurodiversos Adultos: Escuta direta sobre autonomia, empregabilidade, mobilidade urbana e convivência social;
  • Profissionais da Inclusão: Contribuições de educadores, terapeutas, profissionais de saúde e assistentes sociais sobre os desafios da prestação de serviços na região.

Entre os eixos de investigação prioritários da pesquisa destacam-se o acesso à saúde especializada, a qualidade do atendimento escolar inclusivo, a inserção no mercado de trabalho formal, a acessibilidade nos espaços públicos e o cumprimento das garantias legais vigentes.

Escuta Social como Base para Políticas Públicas

Dia do Orgulho Autista. famílias atípicas
Divulgação

A justificativa do projeto apoia-se no princípio de que a formulação de políticas públicas efetivas exige a participação direta dos públicos contemplados. Os dados coletados serão consolidados em relatórios técnicos para fundamentar diálogos com o poder público, instituições de ensino e a sociedade civil organizada.

O coordenador do Coletivo TEAção e pesquisador social responsável pelo projeto, Thiago Almeida, defende que a construção da cidadania não pode ocorrer de forma alheia à vivência das famílias:

“Não existe inclusão construída de cima para baixo. É preciso ouvir quem vive a realidade todos os dias. Cada relato, cada experiência e cada demanda apresentada pode ajudar a transformar a forma como a sociedade compreende a deficiência, o autismo e a neurodiversidade, ou seja, não há política pública sem o público”, enfatiza Thiago Almeida.

O Coletivo TEAção e a Região do Grande ABC

Sediado em Mauá, o Coletivo TEAção atua como rede de acolhimento, orientação e defesa de direitos de famílias atípicas na região metropolitana. A entidade reforça o compromisso de converter os diagnósticos da pesquisa em propostas concretas de transformação social e ampliação da acessibilidade no espaço urbano.

  • Publicado: 19/08/2026 22:04
  • Alterado: 19/08/2026 22:04
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria