Perícia conclui laudo sobre explosão no Jaguaré
O Instituto de Criminalística concluiu o laudo pericial sobre a explosão no Jaguaré e enviou o documento para a Polícia Civil
- Publicado: 12/06/2026 13:22
- Alterado: 12/06/2026 13:22
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Agência SP
O Instituto de Criminalística (IC), órgão vinculado à Superintendência da Polícia Técnico-Científica, concluiu e entregou à Polícia Civil na quinta-feira (11) o laudo pericial oficial sobre a trágica explosão ocorrida na Rua Piraúba, no bairro do Jaguaré, zona oeste da capital paulista.
O documento técnico reúne as análises de vestígios coletados por uma força-tarefa multidisciplinar de peritos criminais e servirá como peça central para o inquérito policial. A investigação, aberta logo após o acidente em 12 de maio, é conduzida pela 3ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da Polícia Civil, que usará as conclusões científicas para apontar as responsabilidades legais pelo episódio.
Tecnologia de Ponta na Varredura

Para desvendar a dinâmica e a origem da explosão, os peritos criminais adotaram técnicas avançadas de engenharia, geofísica e química laboratorial. A varredura na área de maior impacto envolveu:
- Mapeamento e Imagem: Utilização de drones para visão aérea detalhada, escaneamento tridimensional (3D) dos escombros e georreferenciamento de alta precisão.
- Investigação Subterrânea: Inspeção interna de tubulações por meio de sistemas de vídeo, uso de georadar (GPR), ensaios geofísicos de eletrorresistividade e abertura manual controlada de valas exploratórias.
- Análise de Gases e Materiais: Coleta e monitoramento de amostras de gases no subsolo, além do recolhimento de ferramentas, peças e segmentos de tubulações para exames físicos e mecânicos nos laboratórios especializados do IC.
Exames Complementares
O relatório final integrou ainda análises de sísmica rasa e os laudos necroscópicos elaborados pelo Instituto Médico Legal (IML). Todo o material coletado serviu para fundamentar a tese técnica sobre as causas do desastre, que completou um mês recentemente em meio a cobranças por indenizações, novos lares para os desalojados e endurecimento nas normas de segurança de infraestrutura urbana.