Mpox em São Paulo soma 298 casos confirmados em 2026
O monitoramento epidemiológico segue ativo enquanto a mpox em São Paulo soma 298 casos confirmados em 2026 sem registrar nenhuma morte no estado
- Publicado: 06/11/2026 14:53
- Alterado: 06/11/2026 14:53
- Autor: Leonardo Nogueira
O vírus segue circulando nos centros urbanos. A mpox em São Paulo contabiliza 298 infecções confirmadas neste ano, segundo o boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). As equipes de vigilância mantêm a testagem laboratorial e o rastreamento contínuo de contatos para bloquear novas cadeias de transmissão. Os dados oficiais confirmam que nenhuma morte ocorreu em solo paulista durante este ciclo.
A queda nas contaminações confirma o avanço do controle sanitário. O estado registrou 1.134 diagnósticos positivos em 2024 e viu esse número cair para 423 ocorrências em 2025. Mesmo com o fim da emergência global decretado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a circulação do patógeno exige cautela das unidades básicas de saúde.
O controle rápido evita surtos localizados na capital e no interior. O governo estadual disponibiliza o histórico completo das notificações por meio do painel digital mantido pelo Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES).
Mpox em São Paulo exige atenção aos primeiros sintomas

O diagnóstico precoce protege a rede familiar do paciente infectado por mpox em São Paulo. A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, reforça que o sistema de saúde paulista opera em alerta preventivo:
“Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita.”
A doença se manifesta por meio de erupções na pele e feridas nas mucosas, atingindo com frequência a área genital e o rosto. Os pacientes também podem relatar:
- Febre súbita e fraqueza muscular intensa;
- Inchaço doloroso dos linfonodos no pescoço e na virilha;
- Dores agudas de cabeça e desconforto na região lombar;
- Feridas isoladas que não cicatrizam com pomadas comuns.
A intensidade das erupções varia bastante entre os indivíduos. Muitas pessoas apresentam apenas lesões pontuais em uma única parte do corpo, sem manifestar febre alta ou fadiga. Diante de qualquer ferida incomum após contato íntimo recente, a orientação médica recomenda procurar avaliação clínica imediata.
Formas de transmissão e isolamento domiciliar
O contágio acontece de forma direta e silenciosa. O vírus MPXV penetra no organismo pelo atrito físico com lesões cutâneas, secreções corporais ou durante relações sexuais desprotegidas. Compartilhar toalhas, roupas de cama, copos ou itens íntimos de quem carrega a infecção também sustenta o ciclo do patógeno.
A prevenção cotidiana exige cuidados básicos de higiene sanitária:
- Evitar qualquer contato físico com indivíduos apresentando feridas cutâneas suspeitas;
- Não compartilhar peças de vestuário, toalhas de banho ou lençóis;
- Lavar as mãos com água e sabão ou aplicar álcool em gel 70% com frequência;
- Cumprir o isolamento domiciliar completo até a cicatrização total das crostas.
O infectado precisa permanecer isolado em quarto individual durante todo o período de transmissão. Essa quarentena doméstica só termina quando as crostas secam, caem naturalmente e dão lugar a uma nova camada íntegra de pele.
Grupos prioritários e esquema de vacinação
A proteção farmacológica continua disponível nos postos municipais para públicos vulneráveis. O Ministério da Saúde repassa os lotes de imunizantes de acordo com critérios epidemiológicos e estoques estratégicos nacionais:
- Pessoas vivendo com HIV/Aids com contagem imunológica reduzida;
- Cidadãos cadastrados nos programas de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP);
- Profissionais de laboratório com exposição direta ao vírus MPXV em análises clínicas.
A distribuição das ampolas atende às cidades com maior densidade de notificações. A imunização prévia reduz a gravidade das manifestações clínicas e evita internações em Unidades de Terapia Intensiva.
A conscientização individual fecha o cerco contra a disseminação comunitária. Ao aliar busca ativa, vacinação focada e isolamento rápido dos infectados, o combate à mpox em São Paulo avança de forma consistente para manter os leitos hospitalares livres de complicações severas.