Mortos por terremotos na Venezuela chegam a 4.490

Novo balanço oficial aponta milhares de vítimas, aumento da crise humanitária e alerta da OMS para risco de surtos de doenças nos abrigos

Crédito: Reprodução/Governo da Venezuela

O número de mortos provocados pelos terremotos que atingiram a Venezuela no último dia 24 subiu para 4.490, de acordo com balanço divulgado pelo governo venezuelano neste domingo (12). O total de feridos permaneceu em 16.740 pessoas, sem atualização sobre possíveis desaparecidos.

Além das vítimas, o relatório informa que 19,5 mil pessoas precisaram deixar suas casas e foram encaminhadas para acampamentos temporários. Segundo o governo, a entrega de moradias para os desabrigados deverá começar na próxima semana.

OMS alerta para risco de epidemias nos abrigos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, na última quinta-feira (9), que as condições dos mais de 80 abrigos temporários aumentam o risco de disseminação de doenças. A falta de saneamento básico, o acesso limitado à água potável, a superlotação e a infraestrutura insuficiente favorecem a propagação de enfermidades como cólera, tuberculose, tétano e sarampo.

O organismo também destacou que a cobertura vacinal entre a população desabrigada tende a cair, o que amplia o risco de contágio e pode comprometer a saúde de dezenas de milhares de sobreviventes.

ONU amplia ações de assistência humanitária

A ONU informou que está atuando em conjunto com o Ministério da Saúde da Venezuela para conter o avanço de doenças respiratórias e intestinais. Entre as medidas em avaliação está a instalação de novos hospitais de campanha nas regiões de Caracas e La Guaira, consideradas as áreas mais afetadas pelos terremotos.

Segundo estimativa das Nações Unidas, cerca de 1,3 milhão de venezuelanos necessitam de ajuda humanitária após o desastre. Para atender a essa demanda, foram mobilizados US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão) destinados às operações de assistência no país.

  • Publicado: 12/07/2026 18:19
  • Alterado: 12/07/2026 18:19
  • Autor: Suzana Rezende
  • Fonte: FolhaPress