Moraes manda prender porteira por atos de 8 de janeiro
O STF determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado para a ré acusada de participação criminosa nas invasões aos Três Poderes em Brasília
- Publicado: 09/10/2026 14:35
- Alterado: 09/10/2026 14:40
- Autor: Leonardo Nogueira
O ministro Alexandre de Moraes determinou a execução imediata da pena de uma participante ativa dos atos antidemocráticos. Moraes manda prender porteira após o processo criminal transitar em julgado na Suprema Corte. Nailze Aparecida Ribeiro Silva, de 54 anos, aguardava o andamento dos recursos em liberdade vigiada. A ordem judicial expedida na última quarta-feira (7) exige a transferência da moradora de São Bernardo do Campo (SP) para o regime carcerário.
Por que Moraes manda prender porteira agora

A expedição deste mandado de prisão ocorre pelo esgotamento legal absoluto do caso. A defesa utilizou todas as ferramentas disponíveis. O processo atingiu o trânsito em julgado. Essa fase terminativa bloqueia qualquer chance de reversão da pena imposta pelo Judiciário brasileiro.
Antes dessa ordem definitiva, a condenada usava tornozeleira eletrônica. A transição imediata para a prisão atende à regra de execução penal.
“Em virtude do trânsito em julgado desta Ação Penal, DETERMINO o início do cumprimento da pena de reclusão, em regime fechado, imposta a NAILZE APARECIDA RIBEIRO SILVA.”
O Supremo Tribunal Federal (STF) sentenciou a ré em maio deste ano. A lista penal abrange infrações gravíssimas contra a República. Os ministros condenaram a acusada pela prática comprovada de cinco crimes:
- Associação criminosa armada
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de Estado
- Dano qualificado
- Deterioração de patrimônio tombado
Provas digitais ligam ré ao acampamento golpista
O inquérito policial pavimentou este caminho rigoroso. Moraes manda prender porteira com base em farta perícia cibernética validada nos autos. A Polícia Federal (PF) extraiu dados cruciais do aparelho celular apreendido com a mulher. Os investigadores localizaram vídeos gravados pela própria invasora no dia 8 de janeiro de 2023.
Um dos registros revela o interior invadido do plenário do Senado Federal. O segundo arquivo exibe a destruição na parte externa do Congresso Nacional. A Procuradoria-Geral da República (PGR) utilizou essas mídias autorais para atestar a materialidade do crime e o dolo da ação.
Apoiadora declarada de Jair Bolsonaro (PL), ela fixou residência no acampamento do Quartel-General do Exército. A estada durou até 9 de janeiro. A denúncia ratifica que a ré conhecia os objetivos ilícitos dos manifestantes e uniu-se ao grupo criminoso voluntariamente.
Avaliação médica antecede a execução da sentença
O rito de encarceramento exige uma triagem de saúde obrigatória na entrada do sistema prisional. O magistrado exigiu exames físicos rigorosos. A medida assegura o registro de observações clínicas essenciais ao manejo da detenta. A cautela resguarda a responsabilidade do Estado.
Este caso cristaliza a fase punitiva definitiva das invasões em Brasília. O sistema judiciário agora recolhe os sentenciados. A determinação implacável onde Moraes manda prender porteira consolida o padrão de responsabilização estruturado pelo tribunal para os executores materiais dos ataques.