Mike Flanagan descarta música clássica de O Exorcista

Mike Flanagan confirma que Tubular Bells ficará fora de O Exorcista: Mártires e explica por que deseja criar uma identidade própria para o novo filme de terror.

Mike Flanagan descarta música clássica de O Exorcista

Crédito: Divulgação

O cineasta Mike Flanagan confirmou que a música “Tubular Bells”, eternizada pelo clássico O Exorcista (1973), não fará parte de O Exorcista: Mártires, novo longa da franquia previsto para chegar aos cinemas em 2027. A decisão faz parte da proposta do diretor de criar uma identidade própria para a produção, sem tentar reproduzir elementos específicos do filme original.

Em entrevista ao site ComicBook.com, Flanagan explicou que fez questão de deixar a composição de Mike Oldfield de fora. A faixa instrumental, marcada pela melodia de piano, tornou-se uma das assinaturas sonoras mais reconhecidas do terror e também ganhou uma versão rearranjada em O Exorcista: O Devoto, lançado em 2023.

“Para mim, ‘Tubular Bells’ existe como algo imutável, preservado no tempo, no filme de Friedkin. E não parecia certo recorrer a ela”, afirmou o cineasta.

Novo filme quer preservar a essência do terror original

Embora O Exorcista: Mártires se passe no mesmo universo dos filmes anteriores, Flanagan não pretende repetir as fórmulas que tornaram o longa de William Friedkin um marco do gênero. O diretor busca recuperar a sensação de que o mal é real e pode ultrapassar qualquer tentativa de proteção.

Na avaliação de Flanagan, o filme de 1973 constrói uma realidade em que o diabo parece existir de maneira concreta, enquanto a intervenção divina não oferece uma garantia de salvação. Essa perspectiva foi determinante para a abordagem que ele pretende adotar na nova produção.

“Sinto que, no filme de Friedkin, o diabo parece real, mas Deus não”, declarou o diretor. Ele também destacou o desamparo vivido pela personagem Regan MacNeil, cuja sobrevivência depende dos esforços humanos diante de uma ameaça que parece não ter limites.

Mike Flanagan quer explorar um mal sem limites

O cineasta afirmou que não tinha interesse em reproduzir os elementos responsáveis pelo medo no clássico de 1973. Sua intenção é explorar as ideias que sustentam aquela história, especialmente a percepção de um mal aparentemente impossível de conter.

Flanagan descreveu esse conceito como um mal que o mundo, Deus ou o próprio universo permitem que exista, mesmo quando suas vítimas são crianças. Para ele, essa sensação de desamparo permanece como uma das marcas mais fortes do filme original.

A decisão de não utilizar “Tubular Bells” acompanha essa proposta. Em vez de recorrer a uma referência musical imediatamente associada à franquia, o diretor pretende estabelecer uma linguagem própria para O Exorcista: Mártires, preservando o espírito perturbador do clássico sem reproduzi-lo diretamente.

Carlos Enriki

  • Publicado: 12/10/2026 17:30
  • Alterado: 12/10/2026 16:32
  • Autor: Carlos Enriki