Microsoft oferece demissão voluntária a 60 mil funcionários
Nova oferta de saída vale para Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido e chega seis meses após o primeiro programa, em abril.
- Publicado: 27/10/2026 15:29
- Alterado: 27/10/2026 15:29
- Autor: Thiago Antunes
A Microsoft abriu um novo plano de demissão voluntária para cerca de 60 mil funcionários nos Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido. A empresa informou a oferta à agência AFP na segunda-feira (26), seis meses depois de lançar a primeira proposta do tipo.
A medida vale apenas para algumas divisões. Em mensagem aos funcionários, a diretora de recursos humanos, Amy Coleman, definiu o plano como mais uma forma de adaptar o quadro de pessoal às necessidades da companhia.
Quem pode aderir ao plano da Microsoft
A oferta alcança funcionários até o nível de vice-presidente. Ficam de fora determinados colaboradores das áreas de centros de dados, vendas e marketing.
Quem aceitar e deixar a empresa recebe condições comparáveis às de uma indenização rescisória tradicional. A Microsoft espera um número de adesões bem menor do que o de abril.
O que aconteceu no primeiro programa da Microsoft
Em abril, a empresa propôs o primeiro plano a cerca de 8.750 funcionários nos Estados Unidos. Podiam aderir os trabalhadores cuja soma de idade e tempo de casa chegava a pelo menos 70 anos.
Segundo a companhia, cerca de um terço dos elegíveis aceitou, e ela afirmou em julho que esses cargos não estavam sendo substituídos por inteligência artificial. O programa custou US$ 900 milhões (R$ 4,94 bilhões).
Corte de vagas e investimento em IA
A sede da Microsoft, em Redmond, no estado de Washington, tinha 223 mil funcionários no fim de junho. No início de julho, a empresa eliminou cerca de 4.800 postos, o equivalente a 2,1% do quadro global. Em 2025, foram mais de 15 mil demissões.
O relatório anual mostra que o número de funcionários caiu em 5 mil pessoas nos 12 meses encerrados em 30 de junho, algo que não acontecia desde 2016.
Ao mesmo tempo, os investimentos sobem. Entre abril e junho, a Microsoft destinou US$ 41 bilhões (R$ 225,4 bilhões), principalmente a centros de dados e chips para IA. Para o trimestre de julho a setembro, a previsão passa de US$ 50 bilhões (R$ 274,9 bilhões).
Os resultados desse período saem na quarta-feira (28). Os números devem mostrar como a Microsoft equilibra o enxugamento do quadro com a corrida por infraestrutura de inteligência artificial.