Mercado imobiliário do ABC reage e vendas sobem 14,82%

Após a retração de julho, imóveis usados voltam a ganhar compradores no ABC, enquanto locações ainda registram queda. Confira os números de agosto

Mercado imobiliário do ABC reage e vendas sobem 14,82%

Crédito: (Angelo Baima/PSA)

O mercado imobiliário do ABC voltou a registrar crescimento nas vendas de imóveis residenciais usados em agosto. Depois de uma queda de 15,72% em julho, as negociações aumentaram 14,82% no mês seguinte, segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CreciSP). O movimento não se repetiu nas locações, que recuaram 12,85% no mesmo período. Texto colado

A pesquisa reúne negócios realizados em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra e permite observar não apenas a quantidade de contratos fechados, mas também quais imóveis encontraram compradores, quanto custaram e de que maneira foram pagos.

Os dados revelam um mercado bastante dependente do crédito. Mais de sete em cada dez imóveis vendidos em agosto tiveram algum tipo de financiamento bancário. Ao mesmo tempo, apartamentos permaneceram à frente das casas nas vendas e unidades de dois dormitórios concentraram boa parte das negociações. Texto colado

Apartamentos lideram vendas no ABC

São Bernardo do Campo - Aluguel - Imóveis no ABC - Mercado imobiliário do ABC
(Divulgação/PMSBC)

Os apartamentos responderam por 63% dos imóveis vendidos no mês, diante de 37% das casas. Entre os apartamentos negociados, 65,8% tinham dois dormitórios, enquanto 21,1% possuíam três. Os imóveis de um dormitório representaram 2,6% e aqueles com quatro dormitórios, 10,5%. Texto colado

A área útil ajuda a completar o perfil das unidades procuradas. 44,7% dos apartamentos vendidos tinham entre 51 e 100 metros quadrados, enquanto 31,6% possuíam até 50 metros quadrados. Outros 18,4% estavam entre 101 e 200 metros quadrados. Somadas, as duas primeiras faixas mostram que mais de três quartos dos apartamentos comercializados tinham até 100 metros quadrados. Texto colado

Nas casas, dois dormitórios também apareceram com maior frequência, representando 50% das vendas. Imóveis de três dormitórios ficaram com 30%, enquanto casas de um dormitório responderam por 15%. Nesse segmento, porém, as metragens foram maiores. Metade das unidades vendidas possuía entre 101 e 200 metros quadrados. Texto colado

Crédito financia 7 em cada 10 compras no mercado imobiliário do ABC

Se o perfil dos imóveis ajuda a entender o que foi vendido, a forma de pagamento mostra como essas compras chegaram a ser realizadas. A Caixa Econômica Federal financiou 45,2% das negociações, e outros bancos responderam por 27,4%. Juntas, as instituições financeiras participaram de 72,6% das aquisições. Texto colado

As compras à vista representaram 16,1%, enquanto 11,3% foram negociadas diretamente com os proprietários. O levantamento não registrou operações realizadas por consórcio em agosto. A predominância dos financiamentos coloca as condições de crédito entre os elementos diretamente relacionados ao desempenho mensal desse mercado. Texto colado

Também houve espaço para negociação de preço. Apenas 41,4% dos imóveis foram vendidos pelo mesmo valor anunciado. Em 44,8% dos negócios, compradores conseguiram desconto de até 5%. Outros 10,3% fecharam a compra pagando entre 6% e 10% abaixo do preço inicialmente pedido. Texto colado

Os descontos maiores foram pouco frequentes. Nenhuma negociação ficou nas faixas entre 11% e 15% ou entre 21% e 25% abaixo do anúncio. Houve registros isolados de reduções entre 16% e 20% e entre 26% e 30%, ambas com participação de 1,7%.

Quase 40% das vendas passam de R$ 500 mil

Mercado Imobiliário do ABC registra ajuste em outubro
(Imagem/Freepik)

A distribuição dos preços mostra que os imóveis de maior valor tiveram participação importante no resultado de agosto. Consideradas conjuntamente, as faixas acima de R$ 500 mil concentraram 39,7% das vendas. Texto colado

Entre as faixas individuais, imóveis entre R$ 351 mil e R$ 400 mil representaram 13,8% dos negócios. As unidades entre R$ 401 mil e R$ 450 mil e aquelas entre R$ 601 mil e R$ 700 mil responderam por 12,1% cada. Já imóveis entre R$ 501 mil e R$ 600 mil ficaram com 10,3%. Texto colado

A localização também aparece distribuída entre diferentes perfis de bairros. As áreas classificadas pelo levantamento como nobres concentraram 32,9% das vendas, enquanto regiões centrais ficaram com 21,9%. Os demais bairros responderam por 45,2% dos negócios. Texto colado

Os números indicam que não houve concentração absoluta das vendas em um único padrão de imóvel. Preço, tamanho, possibilidade de financiamento e localização aparecem combinados nas negociações registradas no mês.

Aluguel segue caminho diferente das vendas

Enquanto as vendas recuperaram parte da retração observada em julho, o mercado de locação do ABC permaneceu negativo. O número de contratos caiu 12,85% em agosto, embora a redução tenha sido menor que a queda de 21,84% registrada no mês anterior. Texto colado

Nesse segmento, as casas ficaram à frente dos apartamentos, situação inversa à observada nas vendas. Elas representaram 57% das locações, diante de 43% dos apartamentos. Entre as casas alugadas, 38,9% possuíam dois dormitórios, 33,3% tinham três e 27,8% apenas um. Texto colado

Nos apartamentos alugados, a concentração em unidades de dois dormitórios foi ainda maior. 88,2% dos contratos foram fechados para esse tipo de imóvel e os 11,8% restantes envolveram apartamentos de até um dormitório. Não houve registro de unidades com três ou mais quartos entre as locações pesquisadas. Texto colado

Os imóveis compactos também ganharam peso quando considerada a metragem. Entre os apartamentos alugados, 52,9% tinham até 50 metros quadrados e outros 41,2% estavam entre 51 e 100 metros quadrados. Nas casas, as faixas de 51 a 100 e de 101 a 200 metros quadrados registraram 33,3% cada. Texto colado

Aluguel entre R$ 1 mil e R$ 3 mil predomina

A maior parte das locações ficou concentrada entre R$ 1.001 e R$ 3 mil mensais. A faixa de R$ 1.001 a R$ 1.500 respondeu por 31,4% dos contratos, mesmo percentual registrado entre R$ 2.001 e R$ 3 mil. Outros 22,9% ficaram entre R$ 1.501 e R$ 2 mil. Texto colado

Somadas, essas três faixas concentraram 85,7% das locações realizadas em agosto. Apenas 5,7% dos imóveis foram alugados por até R$ 1 mil, enquanto valores acima de R$ 3.001 representaram 8,6%.

O seguro-fiança permaneceu como a garantia mais utilizada e apareceu em 44,4% dos contratos. Fiador e título de capitalização tiveram 13,9% cada, o depósito caução respondeu por 8,3% e outras modalidades reuniram 19,4%. Texto colado

Agosto interrompe queda das vendas

A comparação com julho ajuda a dimensionar o resultado. As vendas haviam recuado 15,72% naquele mês e passaram para crescimento de 14,82% em agosto. Isso não significa necessariamente que o volume vendido tenha retornado ao patamar anterior à queda, já que as taxas mensais incidem sobre bases diferentes. O dado mostra, objetivamente, uma mudança de direção entre os dois meses. Texto colado

Nas locações, a trajetória foi diferente. O indicador continuou negativo, mas a queda diminuiu de 21,84% em julho para 12,85% em agosto. Apartamentos de dois dormitórios dominaram os contratos de aluguel, enquanto casas permaneceram numericamente à frente na divisão por tipo de imóvel. Texto colado

O levantamento de agosto deixa ainda um retrato claro de como os negócios foram fechados no mercado imobiliário do ABC. Nas vendas, apartamentos e financiamento bancário dominaram as negociações. Nos aluguéis, prevaleceram valores intermediários e imóveis de menor ou médio porte. O comportamento dos próximos meses mostrará se a alta das vendas registrada em agosto representou apenas uma reação à queda anterior ou o início de um período mais consistente de recuperação.

Edvaldo Barone

  • Publicado: 02/10/2026 10:50
  • Alterado: 02/10/2026 10:51
  • Autor: Edvaldo Barone