Data: 10/04/2021 15:12 / Autor: Redação / Fonte: Prefeitura de Mauá

Prefeito Marcelo Oliveira afirma que Mauá tem "governo preocupado com a cidade"

Avaliação foi feita pelo prefeito para explicar os 100 primeiros dias de governo


Crédito: Reprodução Facebook

"Agora, Mauá tem governo. E, diferentemente do que ocorria até o ano passado, o governo está de fato preocupado com a cidade e, principalmente, com a população". Foi assim que o prefeito Marcelo Oliveira (PT) iniciou a avaliação sobre os 100 primeiros dias de gestão à frente da Prefeitura de Mauá.

Além de enfrentar os desafios impostos pela pandemia do coronavírus, que se agravou neste ano, ele citou o estado de "total abandono" que a administração passada deixou o município. "Além da falta de políticas públicas, recebemos a Prefeitura com R$ 165 milhões de dívidas com fornecedores, precatórios, INSS e funcionalismo público, entre outros. Há ainda série de contratos irregulares que estão emperrando a gestão. Essa é, infelizmente, nossa realidade. E, mais complicado, no meio de uma pandemia global em que o Brasil é considerado o pior país no combate à Covid", sintetizou.

Marcelo Oliveira afirmou que os 100 primeiros dias de governo foram focados na área da saúde. "Não teria como ser diferente. Esta crise sanitária sem precedentes não pode ser negligenciada. Temos de pensar seriamente neste momento, especialmente quando estamos inseridos em um contexto no qual quem deveria tomar a frente do processo de enfrentamento ao coronavírus é justamente quem menos dá importância ao assunto", disse, referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro.

Na opinião do prefeito, porém, o maior problema de Mauá diz respeito à gestão passada. “Identificamos, por exemplo, que o ex-prefeito Atila Jacomussi deixou de aplicar 42% dos recursos federais e estaduais enviados ao município para o enfrentamento da pandemia em 2020, o que é um descaso com a população. Sem contar as acusações de superfaturamento do hospital de campanha e desvios de verbas públicas”, acrescentou.

O prefeito ressaltou que mesmo com as dificuldades financeiras e a herança de uma administração sucateada, Mauá tem dado respostas nesta luta contra a pandemia. “Uma de nossas primeiras ações à frente da Prefeitura foi criar um comitê intersecretarial de gerenciamento de crise para debater e acelerar a tomada de decisões no enfrentamento à Covid.”

Marcelo Oliveira lembrou que Mauá foi uma das primeiras cidades a demonstrar interesse na aquisição de vacinas quando ele foi pessoalmente ao Butantan. “Assinamos documentos de intenção de compra de vacinas em uma série de frentes. Estamos reestruturando toda a área da saúde, contratando médicos, fazendo a reposição de medicamentos que estavam em falta na rede, revendo protocolos e testando a população. Aumentamos a capacidade de atendimento aos munícipes, seja na abertura de UBSs aos fins de semana para desafogar o fluxo nas UPAs ou no número leitos. Hoje, em pouco mais de três meses de gestão, ampliamos em 150% o número de leitos exclusivos para tratamento de Covid em relação ao governo anterior. Ou seja, estamos empenhados em reverter a atual situação.”

O chefe do Executivo ressaltou ainda que embora a saúde seja o foco, as demais áreas do governo não pararam de trabalhar. Um dos exemplos citados foi a retomada da zeladoria da cidade, com destaques para o monitoramento de áreas de risco e as intervenções em leitos de rios e de córregos com o objetivo de se evitar enchentes. “Mauá tem um histórico terrível de alagamentos e tragédias causadas pelas fortes chuvas. Neste  ano, com o esforço realizado pela nossa gestão, evitamos situações ainda mais complicadas à população, além da pandemia.”

Ele também fez questão de defender o trabalho na área social. “Iniciamos, sem a questão do clientelismo, a distribuição de cestas básicas e de hortifrutis para famílias que realmente precisam e estão em situação de vulnerabilidade. E mais recentemente lançamos a campanha 'Mauá na luta contra a fome' para auxiliar as famílias que tiveram perdas significativas de renda com a pandemia. É uma luta que precisamos nos unir. A fome tem de ser combatida.”

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