Mauá inicia obras do Periferia Viva na comunidade Chafick-Macuco

Intervenções no Chafick-Macuco prometem reduzir riscos de deslizamento e alagamento, impactando a segurança de 500 famílias na região.

Crédito: Leandro Vaz/ Secretaria Nacional de Periferias

A cidade de Mauá iniciou as obras de contenção de encosta e drenagem na comunidade Chafick-Macuco, localizada no Jardim Zaíra. As intervenções estruturais custarão R$ 3,9 milhões e visam mitigar os riscos de deslizamentos de terra e alagamentos na região.

O projeto integra o Programa Periferia Viva, eixo vinculado ao Novo PAC. O cronograma estabelece doze meses para a conclusão dos 1.820 metros quadrados de contenção na rua Júlio Antônio Condé e 138 metros de tubulações na rua Silvio Namen.

A meta da administração pública é garantir segurança climática e habitacional. O plano beneficiará diretamente 500 famílias que convivem com a vulnerabilidade do terreno durante os períodos de chuvas intensas.

Obras em Mauá envolvem parceria internacional

O prefeito Marcelo Oliveira acompanhou o início dos trabalhos junto a executivos da Caixa Econômica Federal e agentes do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).

O Periferia Viva nasceu para olhar o território de forma integrada, ouvindo quem mora aqui”, afirmou o prefeito.

A totalidade dos investimentos do programa federal no município de Mauá atinge a marca de R$ 167 milhões. A execução da verba exige mapeamento constante e escuta ativa da população local.

Diagnóstico territorial e mobilização

Profissionais da agência das Nações Unidas elaboram o plano de ação urbano desde o início do ano. A equipe técnica organizou um levantamento rápido que cruza a observação de campo com as demandas urgentes indicadas pelos próprios moradores.

As lideranças de bairro validaram o diagnóstico preliminar das áreas vulneráveis de Mauá no final do último semestre. O documento baliza o repasse de verbas e a priorização de infraestrutura nas próximas fases.

“Essas obras representam um passo importante para a comunidade, mas fazem parte de um processo maior, construído junto com quem vive no território”, ressaltou Ana Carolina Alencar Nunes, coordenadora de programas do ONU-Habitat.

Próximos passos para a comunidade

O modelo de gestão compartilhada busca otimizar a aplicação dos recursos federais em assentamentos precários. O poder executivo utilizará os dados consolidados pelas equipes técnicas para definir o calendário das futuras frentes de trabalho em Mauá.

  • Publicado: 01/07/2026 15:37
  • Alterado: 01/07/2026 15:37
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: PMM