Mauá inicia obras do Periferia Viva na comunidade Chafick-Macuco
Intervenções no Chafick-Macuco prometem reduzir riscos de deslizamento e alagamento, impactando a segurança de 500 famílias na região.
- Publicado: 01/07/2026 15:37
- Alterado: 01/07/2026 15:37
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: PMM
A cidade de Mauá iniciou as obras de contenção de encosta e drenagem na comunidade Chafick-Macuco, localizada no Jardim Zaíra. As intervenções estruturais custarão R$ 3,9 milhões e visam mitigar os riscos de deslizamentos de terra e alagamentos na região.
O projeto integra o Programa Periferia Viva, eixo vinculado ao Novo PAC. O cronograma estabelece doze meses para a conclusão dos 1.820 metros quadrados de contenção na rua Júlio Antônio Condé e 138 metros de tubulações na rua Silvio Namen.
A meta da administração pública é garantir segurança climática e habitacional. O plano beneficiará diretamente 500 famílias que convivem com a vulnerabilidade do terreno durante os períodos de chuvas intensas.
Obras em Mauá envolvem parceria internacional
O prefeito Marcelo Oliveira acompanhou o início dos trabalhos junto a executivos da Caixa Econômica Federal e agentes do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).
“O Periferia Viva nasceu para olhar o território de forma integrada, ouvindo quem mora aqui”, afirmou o prefeito.
A totalidade dos investimentos do programa federal no município de Mauá atinge a marca de R$ 167 milhões. A execução da verba exige mapeamento constante e escuta ativa da população local.
Diagnóstico territorial e mobilização
Profissionais da agência das Nações Unidas elaboram o plano de ação urbano desde o início do ano. A equipe técnica organizou um levantamento rápido que cruza a observação de campo com as demandas urgentes indicadas pelos próprios moradores.
As lideranças de bairro validaram o diagnóstico preliminar das áreas vulneráveis de Mauá no final do último semestre. O documento baliza o repasse de verbas e a priorização de infraestrutura nas próximas fases.
“Essas obras representam um passo importante para a comunidade, mas fazem parte de um processo maior, construído junto com quem vive no território”, ressaltou Ana Carolina Alencar Nunes, coordenadora de programas do ONU-Habitat.
Próximos passos para a comunidade
O modelo de gestão compartilhada busca otimizar a aplicação dos recursos federais em assentamentos precários. O poder executivo utilizará os dados consolidados pelas equipes técnicas para definir o calendário das futuras frentes de trabalho em Mauá.