Linha 10-Turquesa ganhará nova subestação em Santo André
Obra da CPTM em Santo André aumentará a potência do sistema e é o primeiro passo para garantir viagens com menor intervalo a partir de 2028.
- Publicado: 14/09/2026 08:56
- Alterado: 14/09/2026 08:56
- Autor: Thiago Antunes
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) iniciou a construção de uma nova subestação retificadora em Santo André para ampliar a capacidade elétrica da Linha 10-Turquesa. O projeto tem previsão de conclusão no primeiro semestre de 2028 e exige o investimento inicial de R$ 57,5 milhões.
O objetivo central da intervenção é fortalecer a infraestrutura para que as composições operem com intervalos de apenas três minutos. A nova estrutura substituirá uma antiga cabine seccionadora localizada dentro da área ferroviária da estação do ABC Paulista.
A instalação acrescentará 8 MW à capacidade de alimentação elétrica do ramal. Atualmente, a operação dispõe de 29 MW de potência instalada para energia de tração, número que saltará para 37 MW de potência no total. O volume representa um aumento de quase 28% na energia disponível do sistema.
Como a subestação afeta a Linha 10-Turquesa
Uma subestação retificadora capta a eletricidade da rede convencional, adapta a tensão e a distribui diretamente para a alimentação dos trens. Quanto mais veículos circulam simultaneamente na Linha 10-Turquesa, maior é a exigência elétrica de toda a malha viária.
O canteiro de obras passa atualmente pela fase de levantamento topográfico e análise de pontos de sondagem. Os operários também já realizaram a abertura de um muro para liberar o acesso do maquinário pesado ao terreno da futura unidade.
A infraestrutura trabalhará com alimentação de 34,5 kV e 13,2 kV em corrente alternada. A saída de energia ocorrerá no padrão de 3 kV em corrente contínua, que é exatamente a tensão exigida para a movimentação segura das composições da Linha 10-Turquesa.
Sinalização e obras no Pátio Mauá Norte
Apenas o reforço energético não garante a redução imediata do tempo de espera nas plataformas. A diminuição do espaçamento entre as viagens exige a modernização tecnológica da via e um maior número de frotas ativas.
A CPTM executa paralelamente a implantação do sistema de sinalização CBTC, tecnologia que permite controlar a circulação com uma distância muito menor entre os veículos. O contrato abrange as vias 10 e 11, com entrega estimada para o mesmo período de inauguração da subestação.
O Pátio Mauá Norte também recebe a instalação de novos equipamentos de monitoramento, com obra orçada em R$ 87,7 milhões e término previsto para o segundo semestre de 2028. “O projeto deverá aumentar a capacidade de estacionamento e preparar a estrutura para receber novos trens”, destaca o relatório oficial de empreendimentos de agosto.
A soma de todas essas frentes de trabalho viabiliza a reestruturação física do transporte metropolitano. A adequação simultânea de pátios, distribuição de energia e novos sensores é o fator que ditará o ritmo da operação diária de passageiros na Linha 10-Turquesa.