Instituto Mauá recebe 120 equipes na Olimpíada de Robótica
Competição estadual reuniu estudantes paulistas para desafios práticos de programação, engenharia e matemática no campus de São Caetano.
- Publicado: 01/09/2026 09:23
- Alterado: 01/09/2026 09:23
- Autor: Thiago Antunes
O Instituto Mauá de Tecnologia sediou a etapa estadual da Olimpíada de Robótica na última terça-feira (29). O evento mobilizou 120 equipes classificadas de diversas regiões paulistas no campus de São Caetano do Sul. Estudantes aplicaram conceitos teóricos na construção de protótipos funcionais para avançar no torneio.
A programação abrigou simultaneamente a Mostra Nacional de Robótica (MNR), encontro responsável por levar 41 equipes de estudantes ao polo educacional. A exposição aproximou os participantes de inovações reais em engenharia, ciência aplicada e inteligência artificial.
Dinâmica de resgate na Olimpíada de Robótica
Os organizadores dividem os competidores da modalidade prática em dois níveis, definidos pela faixa etária. Os jovens utilizam lógica de programação, circuitos eletrônicos, sensores e matemática para projetar máquinas autônomas. Os desafios exigem testes contínuos, adaptação imediata das peças e estratégia coletiva.
“Tivemos 120 equipes participando na modalidade OBR e 41 na MNR. Para a Mauá, isso reforça o nosso posicionamento e a nossa importância no cenário da robótica nacional”, avaliou Anderson Harayashiki, professor de engenharia de controle e automação.
Estímulo à tecnologia no ensino básico
A competição transforma conteúdos teóricos da escola em experimentação tangível. Criar rotas para uma máquina cumprir missões específicas obriga o estudante a identificar falhas de projeto rapidamente. O método elimina a abstração do currículo tradicional e materializa o raciocínio lógico.
A vivência desperta vocações precoces para áreas como engenharia e automação. Os jovens compreendem o funcionamento interno dos sistemas e percebem o desenvolvimento tecnológico como uma ferramenta ativa de resolução de problemas cotidianos.
Intercâmbio acadêmico na Olimpíada de Robótica
Estudantes universitários atuaram como juízes voluntários durante os circuitos da competição. Essa interação direta cria referências profissionais claras para os adolescentes. Os graduandos orientam os mais novos sobre as possibilidades acadêmicas dentro das ciências exatas.
“Sediar um evento desse mostra como é importante incentivar essas crianças a estudarem mais e a se aprofundarem nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática”, destacou o docente. A Olimpíada de Robótica encerrou sua etapa paulista consolidando um ecossistema ativo de novos talentos tecnológicos no país.