Hospital do Vicentino realiza 5ª captação de órgãos de 2026

Procedimento no Hospital do Vicentino viabiliza coleta de córneas, fígado e rins de paciente de 62 anos para beneficiar a fila de transplantes em SP

Hospital do Vicentino realiza 5ª captação de órgãos de 2026

Crédito: Divulgação

O Hospital do Vicentino realizou, no último domingo (18), a quinta captação de órgãos registrada pela unidade hospitalar ao longo do ano de 2026. O procedimento viabilizou a retirada de córneas, fígado e rins de uma paciente doadora de 62 anos que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

Os órgãos captados foram encaminhados sob coordenação da Organização de Procura de Órgãos da Escola Paulista de Medicina (OPO-EPM) para centros cirúrgicos estaduais, onde atenderão pacientes cadastrados na fila única de transplantes.

Cumprimento do protocolo médico e suporte às famílias

A condução do processo seguiu as diretrizes rígidas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Ministério da Saúde. O protocolo para determinação da morte encefálica exigiu a realização de exames clínicos e complementares efetuados por dois médicos diferentes e em horários distintos.

Após a confirmação diagnóstica definitiva, as equipes multidisciplinares da unidade e da OPO-EPM prestaram suporte aos familiares para prestar esclarecimentos técnicos e solicitar a autorização formal da doação.

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“Quando um paciente apresenta sinais clínicos compatíveis com morte encefálica, é iniciado o protocolo previsto pelo Conselho Federal de Medicina. Durante esse processo, a equipe do Hospital do Vicentino mantém os familiares informados sobre a gravidade do quadro clínico. Somente após a confirmação definitiva do diagnóstico é que a OPO-EPM é acionada para avaliar a viabilidade da doação e realizar a abordagem junto à família”, explicou a gerente de enfermagem do Hospital do Vicentino, Fabiana Brasílio.

Acolhimento e conscientização para doação de órgãos

A captação realizada ressalta o trabalho de conscientização contínua das equipes de saúde na identificação de potenciais doadores e na garantia do acolhimento humanizado durante os momentos de luto familiar.

No Brasil, a doação de órgãos pós-morte exige obrigatoriamente a concordância da família do doador, sendo fundamental a comunicação prévia do desejo de doar aos parentes mais próximos.

Daniela Ferreira

  • Publicado: 21/10/2026 11:44
  • Alterado: 21/10/2026 11:44
  • Autor: Daniela Ferreira