Mil policiais reforçam a segurança do GP de São Paulo de F1
Esquema de segurança no autódromo paulistano conta com drones, agentes bilíngues e monitoramento em tempo real de 360 mil espectadores.
- Publicado: 05/11/2026 07:36
- Alterado: 05/11/2026 07:37
- Autor: Thiago Antunes
O esquema de segurança para a F1 no Autódromo de Interlagos, na zona sul da capital paulista, mobiliza mil policiais militares por dia a partir desta sexta-feira (6). O planejamento do governo estadual visa proteger os cerca de 360 mil torcedores esperados ao longo dos três dias de evento e neutralizar qualquer ameaça nos arredores do circuito.
As forças de segurança atuam com suporte de patrulhamento aéreo, unidades especializadas e um forte aparato de monitoramento digital. A base da estratégia operacional começou semanas antes da abertura dos portões da F1, focada inicialmente na proteção de trabalhadores e fornecedores, e segue rigorosamente até a desmontagem completa das estruturas.
Tecnologia de ponta na segurança da F1

O sistema integrado Muralha Paulista concentra 448 sensores instalados em um raio de dois quilômetros da pista de corrida. A operação de inteligência emprega 113 câmeras de reconhecimento facial e 96 leitores de placas veiculares cruzando dados diretamente com os arquivos do sistema judiciário e criminal.
Equipes no solo recebem alertas em tempo real para interceptar pessoas procuradas pela Justiça ou identificar carros roubados. O monitoramento aéreo ganha reforço com dois drones do programa Olho de Águia operando simultaneamente, enviando imagens ao vivo, além de sobrevoos táticos do helicóptero da Polícia Militar.
“A segurança de um evento desse porte exige planejamento e capacidade de resposta rápida para proteger o público e os moradores da região”, afirma o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Corredor seguro e organização do transporte
Os organizadores estruturaram um corredor seguro de 1,5 quilômetro entre a Estação Autódromo e a entrada principal do circuito. Gradis de isolamento e policiais distribuídos por todo o percurso garantem a fluidez do fluxo maciço de pedestres nos horários de maior concentração.
O comando policial recomenda fortemente a utilização do transporte coletivo. Para o público que optar por veículos privados ou aplicativos, a operação delimitou áreas específicas de embarque e desembarque com patrulhamento dedicado:
- Praça Moscou e Avenida Rio Bonito: Áreas exclusivas destinadas aos carros da plataforma Uber.
- Acessos traseiros da Estação Autódromo: Pontos mapeados para taxistas e ônibus fretados.
- Aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos: Presença policial ampliada para recepcionar e orientar turistas que chegam ao estado.
Atuação especializada e delegacia móvel
O trabalho ostensivo nas ruas engloba batalhões de Choque, Cavalaria e operações com cães. O policiamento tático recebe o suporte direto do Comando de Operações Especiais (COE), do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam).
Cadetes e alunos-soldados da Academia do Barro Branco auxiliam nas ações preventivas pelos bairros vizinhos. Nas vias de acesso, batedores do trânsito acompanham o transporte dos equipamentos das escuderias até a retirada dos veículos de F1 da pista.
“O reforço continua na etapa de desmontagem, com encerramento previsto para 11 de novembro”, explica o tenente-coronel Denílson Alysson Corrêa, comandante do 27º Batalhão.
Para coordenar a logística, um posto de comando integrado funciona próximo ao Portão A. O espaço centraliza as decisões táticas da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e serviços municipais.
Dentro do autódromo, a Polícia Civil opera uma base móvel entre os portões 7 e 8. A estrutura é comandada pela Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista (Deatur), disponibilizando agentes com fluência em inglês e espanhol para acelerar o registro de ocorrências, enquanto o Corpo de Bombeiros mantém equipes posicionadas para resgates rápidos.
Todo esse contingente permanece posicionado de forma estratégica até a desmobilização total do evento. O objetivo das autoridades paulistas é assegurar que a etapa brasileira da F1 transcorra sem incidentes, garantindo a proteção da população e a organização do trânsito na metrópole.