Polícia Civil prende suspeitos de golpe do falso advogado em SP
Ação conjunta entre polícias civis de SP e do RS mira quadrilha especializada em fraudes judiciais com prisões em seis municípios.
- Publicado: 23/09/2026 15:36
- Alterado: 23/09/2026 15:36
- Autor: Thiago Antunes
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quarta-feira (23) uma operação conjunta para desarticular uma quadrilha investigada pelo golpe do falso advogado. Agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra) cumprem 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão em cidades paulistas.
As equipes policiais registraram a prisão de três suspeitos até o momento. A ação ocorre na capital paulista, Guarulhos, Mauá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano e Martinópolis, sob coordenação da 2ª Delegacia de Polícia de Pelotas, no Rio Grande do Sul.
Como funciona a fraude do falso advogado

Criminosos roubam a identidade visual e o registro profissional de defensores para enganar vítimas por meio de aplicativos de mensagens. Durante a abordagem do falso advogado, os golpistas utilizam dados reais de processos judiciais públicos para dar credibilidade à extorsão.
Os suspeitos convencem as vítimas de que existem valores de causas judiciais prestes a serem liberados. Para destravar o dinheiro, a quadrilha exige o pagamento antecipado de falsas taxas e custas cartorárias.
Integração policial e apreensão de provas
As buscas em endereços estratégicos miram a apreensão de celulares e computadores usados na comunicação do falso advogado com os alvos. Os investigadores buscam rastrear o fluxo financeiro da quadrilha e identificar novos integrantes do grupo.
“A localização e apreensão desses materiais são importantes para o avanço da investigação, pois podem contribuir para identificar outros envolvidos, esclarecer a dinâmica dos crimes e reunir novos elementos”, explicou Tom Blumer, delegado do Garra.
Os detidos e os equipamentos eletrônicos recolhidos na operação seguirão para a 1ª Delegacia de Capturas do Rio Grande do Sul. A cooperação interestadual tenta frear o avanço de estelionatários que usam bases de dados públicas para aperfeiçoar o golpe do falso advogado no ambiente digital.