Fundação Bradesco abre 1.820 vagas para EJA em 2027

A iniciativa amplia o acesso à educação básica no país. O novo plano da Fundação Bradesco oferece oportunidades gratuitas para jovens e adultos em 2027

Fundação Bradesco abre 1.820 vagas para EJA em 2027

Crédito: Divulgação

A evasão escolar trava o desenvolvimento econômico do Brasil. Para reverter esse déficit estrutural, a Fundação Bradesco anunciou uma nova estratégia agressiva de expansão educacional. O objetivo prático é combater o analfabetismo funcional e qualificar a força de trabalho.

O IBGE revela que 64 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais estão fora da escola sem concluir a Educação Básica.

Desse contingente, 44,7 milhões não terminaram o Ensino Fundamental. Outros 19,3 milhões pararam no Ensino Médio. Essa lacuna gigantesca penaliza a renda familiar e bloqueia a mobilidade social.

O plano de expansão da Fundação Bradesco para a EJA

A meta estabelece 1.820 vagas anuais gratuitas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) a partir de 2027. O projeto pedagógico rompe com o engessamento tradicional e foca em flexibilidade. O modelo intercala aulas presenciais noturnas com atividades orientadas em casa, garantindo a adesão de trabalhadores informais que lidam com rotinas exaustivas.

O mapeamento da instituição abrange diferentes polos regionais. Nove escolas assumem a modalidade de forma inédita. Outras oito unidades, que já operam o segmento, recebem capacidade extra de absorção de alunos.

  • Novas praças (140 vagas anuais cada): Marília, Caucaia, Paragominas, São João Del Rei, Conceição do Araguaia, Pinheiro, Macapá, Boa Vista e Cuiabá.
  • Ampliação (70 vagas anuais cada): Natal, São Luís, Jaboatão, Rio de Janeiro, Jardim Conceição, Salvador e Teresina.
  • Exceção estratégica: Manaus recebe 60 vagas adicionais anuais.

Impacto financeiro e competitividade profissional

Fundação Bradesco abre 1.820 vagas para EJA em 2027
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O diploma altera a trajetória de vida do adulto. Trabalhadores que concluem o Ensino Médio registram rendimentos até 50% superiores aos que possuem apenas o nível fundamental incompleto, segundo dados do Ipea. Eles também acessam o mercado formal com taxas menores de desemprego.

A metodologia conecta o currículo acadêmico à vivência diária do aluno. O método prioriza o desenvolvimento de competências socioemocionais e digitais, requisitos inegociáveis no cenário corporativo moderno.

“Concluir os estudos vai muito além da obtenção de um diploma; é uma oportunidade concreta de ampliar as chances de empregabilidade, acessar melhores oportunidades profissionais e aumentar a renda familiar”, afirma Barbara Frasseto, líder de Inovação da instituição.

A retração das matrículas na rede pública acende um alerta sobre o futuro da escolarização tardia no país. Projetos desenhados sob medida garantem a retenção do aluno trabalhador. A iniciativa liderada pela Fundação Bradesco resgata trajetórias interrompidas e devolve a competitividade ao cidadão que o mercado marginalizou.

Leonardo Nogueira

  • Publicado: 22/10/2026 19:45
  • Alterado: 22/10/2026 19:47
  • Autor: Leonardo Nogueira