FMABC atende 230 pessoas em mutirão de neurologia

Mutirão da FMABC no Grande ABC focou em pacientes com queixas de memória e reduziu filas da rede pública

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O Centro Universitário FMABC realizou na última sexta-feira (24), um mutirão de atendimento neurológico voltado para aproximadamente 230 moradores de diferentes municípios do Grande ABC. A mobilização ocupou cinco salas situadas nos Anexos II e III do campus universitário, reunindo docentes, médicos residentes, estudantes de medicina e voluntários.

A ação teve como objetivo principal reduzir as filas de espera da rede pública de saúde na região. Os pacientes foram encaminhados diretamente pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e pelos Centros de Especialidades Municipais do ABC.

Foco em Memória e Avaliação Cognitiva

Prédio da FMABC - Instituição Correlata à Fundação do ABC
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O mutirão concentrou esforços no atendimento de pessoas que apresentavam queixas frequentes de perda de memória e declínio cognitivo, mas que ainda aguardavam a conclusão de um diagnóstico especializado.

A linha de cuidado incluiu etapas sequenciais de triagem, avaliação clínica detalhada e aplicação de testes neuropsicológicos específicos. Quando identificada a necessidade, os pacientes saíram da unidade já encaminhados para a realização de exames complementares de imagem ou consultas de retorno nos ambulatórios especializados da instituição.

A iniciativa foi organizada pela disciplina de Neurologia da FMABC em parceria direta com a Coordenação dos Ambulatórios do Centro Universitário.

Integração Acadêmica e Alívio Familiar

Para o professor titular da disciplina de Neurologia e um dos supervisores da ação, Dr. Renato Anghinah, a dinâmica de estações de atendimento favorece tanto o aprendizado prático quanto o acolhimento da comunidade:

“É muito importante ter ações como essa. Elas reforçam a união do grupo, porque, como os pacientes passam por diferentes estações de atendimento, é necessária uma cooperação afinada entre as equipes para permitir o funcionamento da atividade e o direcionamento correto. Essa vivência é essencial para os alunos”, explica Anghinah.

Para os familiares acompanhantes, a agilidade no atendimento trouxe perspectiva e segurança após longos períodos de incerteza. Karina Garcia, que acompanhou o pai, Jorge, relatou o alívio de ter uma orientação médica clara:

“Meu pai apresentou sinais como perda de memória e repetição das mesmas frases. Há cerca de um ano, existe a suspeita de demência frontotemporal, mas ainda falta a conclusão do diagnóstico. Precisamos de especialistas como os que nos atenderam hoje para saber quais serão os próximos passos”, avalia a acompanhante.

  • Publicado: 27/07/2026 11:51
  • Alterado: 27/07/2026 11:51
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria