Flávia Saraiva conquista bronze na trave no Mundial de ginástica

Dez anos após estreia em finais olímpicas, a ginasta brasileira crava série decisiva e fatura seu primeiro pódio no aparelho na Holanda.

Flávia Saraiva conquista bronze na trave no Mundial de ginástica

Crédito: MeloGym/CBG

A ginasta Flávia Saraiva faturou a sua primeira medalha de trave em um Mundial de ginástica artística neste domingo. A brasileira apresentou uma rotina sólida na Holanda e conquistou o bronze com 14,300 pontos. O resultado histórico marca a segunda condecoração do país nesta edição do evento.

“Essa medalha representa uma menina de 16 anos em sua primeira final olímpica. Muito orgulhosa de ter treinado mais dez anos e ter conquistado essa primeira medalha na trave em Mundial”, relatou a ginasta. Aos 27 anos, ela executou a série mais forte de sua carreira na decisão.

O técnico Francisco Porath chegou a solicitar recurso para tentar aumentar a nota. A arbitragem manteve a nota de dificuldade em 6,1, pontuação suficiente para assegurar o lugar da atleta no pódio.

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O desempenho na cidade de Roterdã consagra uma década de dedicação ao aparelho. Flávia Saraiva carrega o status de especialista desde a base, época em que garantiu a prata nas Olimpíadas da Juventude em 2014.

A brasileira disputou finais olímpicas da trave duas vezes e encerrou o campeonato do ano passado na quarta posição. O bronze atual repete a marca alcançada por Rebeca Andrade no campeonato anterior. As duas ginastas detêm os melhores resultados do Brasil na trave na história.

A medalha inédita soma-se ao currículo vitorioso da atleta. Ela integrou a equipe medalhista olímpica em Paris 2024 e acumula pódios anteriores em disputas mundiais por equipes e no solo.

Desempenho das adversárias na final

O pódio foi definido por detalhes e critérios rigorosos. A argelina Kaylia Nemour abriu a disputa com um desempenho consistente. Ela levou o ouro no critério de desempate após terminar sua apresentação com 14,566 pontos.

A chinesa Zhang Qingying registrou a exata mesma pontuação, mas ficou com a prata devido à nota de execução inferior (8,066 contra 8,266 da adversária). Flávia Saraiva garantiu a segunda melhor posição provisória após competir e aguardou o fechamento das notas para celebrar o bronze.

Favoritas ao pódio encontraram severas dificuldades no aparelho. A americana Skye Blakely sofreu desequilíbrios médios e recebeu a nota 13,633. A italiana Manila Esposito, terceira colocada nos Jogos Olímpicos recentes, perdeu ligações de elementos e pontuou 14,066, fora da disputa pelas medalhas.

Alívio e próximos passos na carreira

A coroação no aparelho confirma a excelência da equipe brasileira entre a elite internacional do esporte. O bronze encerra uma longa espera por um prêmio individual na prova em que a atleta possui maior facilidade técnica.

“Foi um trabalho muito bem-feito, estratégias montadas para colocar o máximo de dificuldade. Dá um alívio, mas agora quero mais”, completou a atleta.

O calendário esportivo exige foco contínuo para manter o alto nível técnico apresentado. O prêmio holandês impulsiona o ciclo de preparação de Flávia Saraiva rumo às próximas competições internacionais do calendário ginástico.

Thiago Antunes

  • Publicado: 25/10/2026 13:57
  • Alterado: 25/10/2026 13:57
  • Autor: Thiago Antunes