FIFA bate o pé e mantém proposta para criar FFE
Entenda toda a polêmica envolvendo tentativa de Gianni Infantino
- Publicado: 31/07/2026 11:47
- Alterado: 31/07/2026 11:47
- Autor: Redação
A Fifa decidiu manter o confronto. Após Uefa e Concacaf anunciarem rejeição total e ameaças de boicote ao projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), a entidade presidida por Gianni Infantino publicou uma nota oficial nesta sexta-feira (31) em que mantém a proposta de pé e promete levá-la adiante.
“Respeitamos o feedback e a preocupação manifestados publicamente e reafirmamos nosso compromisso com uma consulta aberta e democrática. Nosso processo de consulta planejado foi interrompido por relatos incorretos da imprensa. Daremos continuidade a esse processo para garantir que cada Associação Membro tenha a capacidade de expressar seu voto com base em fatos”, diz parte o comunicado.
A Fifa também tentou descolar o projeto da acusação de que estaria comercializando o patrimônio do esporte. “A FFE foi proposta unicamente para garantir que todas as Associações Membros tenham a oportunidade de assumir uma participação significativa na oportunidade comercial do futebol em seus respectivos países, e que isso não ocorra em detrimento do espírito ou da governança da FIFA ou do próprio futebol. Ninguém está vendendo o futebol. Isso não é algo que a FIFA jamais consideraria.”
Entenda o modelo proposto pela FIFA

A crise gira em torno da criação da FIFA Forward Enterprise, uma subsidiária que ficaria encarregada da gestão comercial da Copa do Mundo. O controle majoritário seguiria com a entidade, mas o modelo permite a entrada de investidores privados — algo similar ao que ocorre quando um clube associativo se transforma em SAF.
A operação pode movimentar mais de R$ 20 bilhões em vendas de participações acionárias. Infantino argumenta que parte dos recursos irrigaria as federações nacionais e que o novo formato destravaria totalmente o potencial de patrocínios e direitos de transmissão.
O outro lado
Uefa e Concacaf, que juntas representam 96 das 211 federações filiadas, rejeitaram a proposta em bloco. O principal temor é que a presença de acionistas privados — ainda que minoritários — submeta decisões esportivas a interesses comerciais e comprometa a credibilidade dos torneios.
O destino do projeto agora será decidido em votação entre todas as associações-membros da Fifa.