EUA atacam alvos no Irã e colocam trégua entre países em risco
Ofensiva militar americana responde a ataques iranianos e coloca em xeque o frágil cessar-fogo assinado há apenas dez dias.
- Publicado: 28/06/2026 09:39
- Alterado: 28/06/2026 09:39
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Forças Armadas dos EUA
As Forças Armadas dos EUA bombardearam múltiplos alvos no Irã neste sábado (27). O presidente Donald Trump ordenou a ofensiva militar em resposta a ataques iranianos contra um cargueiro próximo ao Estreito de Ormuz. A escalada rompe o frágil cessar-fogo assinado há poucos dias entre as nações.
O comando militar americano justificou a operação militar afirmando que o governo iraniano perdeu a chance de respeitar o tratado de paz. A violação do acordo ocorreu após forças militares iranianas atacarem embarcações civis durante a madrugada.
“É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso”, declarou Trump na rede social TruthSocial. O presidente ameaçou o fim da República Islâmica em caso de novos confrontos bélicos.
Retaliação no Golfo Pérsico atinge bases dos EUA
O governo iraniano respondeu aos bombardeios atingindo posições militares no Kuwait e no Bahrein. O ataque com drones contra o território bareinita gerou forte reação diplomática local. O país árabe abriga a 5ª Frota da Marinha dos EUA.
A liderança do Bahrein classificou a investida bélica como uma ameaça flagrante à segurança de civis e residentes do país. A Guarda Revolucionária comunicou através da agência IRNA que os mísseis buscaram destruir apenas alvos ligados ao exército americano.
O Comando Central dos EUA confirmou a eliminação de radares costeiros, bases de mísseis e hangares de drones no território iraniano. O vice-presidente JD Vance defendeu a ação bélica imediata e cobrou uma linha direta de comunicação com Teerã.
“A violência será respondida com violência”, alertou JD Vance em sua conta oficial, exigindo contato diplomático imediato do país rival.
Crise diplomática e ameaça ao comércio global
Diplomatas tentam salvar as negociações definitivas do acordo de paz na região. As rodadas de diálogo definem a circulação de navios comerciais pelo estreito estratégico e buscam limitar o programa nuclear de Teerã. O documento provisório estabelece um teto de 60 dias para o encerramento do conflito.
O grupo de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido identificou um novo ataque contra um petroleiro na costa leste. A tripulação britânica sobreviveu sem ferimentos e as autoridades descartaram danos ambientais na água. Nenhuma milícia assumiu a responsabilidade pelo crime até o momento.
Rotas alternativas e suspensão de resgates
O Centro de Informações Marítimas abriu rotas de emergência próximas à costa de Omã para escoar o tráfego naval parado. O regime do Irã rejeita o uso internacional do estreito e ameaça cobrar pedágio militar das empresas de navegação privada.
A Organização Marítima Internacional interrompeu a evacuação de navios comerciais na zona de exclusão por falta de segurança básica. A agência global exige o fim das hostilidades para liberar o trânsito seguro das tripulações retidas.
Cerca de 115 embarcações conseguiram deixar as águas territoriais antes da escalada armamentista do fim de semana. A instabilidade bloqueia o transporte internacional de petróleo e exige intervenção direta da diplomacia dos EUA para evitar um colapso total na região.