De todas as maneiras que há de amar

Teatro

  • Teatro Aliança Francesa
  • Rua General Jardim
  • Vila Buarque - São Paulo /SP
  • 26 de Janeiro às 19:30

  • Recomendação Etária
  • Preço Médio Baixo
  • Ingressos: R$50 (Inteira e R$ 25 (Meia).
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De todas as maneiras que há de amar

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A dramaturgia dos Estados Unidos tem um panteão com figuras como Arthur Miller, Eugene O’Neill e Tennessee Williams. Edward Albee (1928-2016) é outro nome que pertence a este seleto grupo e ganha sua primeira montagem pelo Grupo Tapa por meio de um texto ainda inédito no Brasil: De Todas As Maneiras Que Há De Amar estreia no dia 24 de janeiro, sexta-feira, às 21h na Sala Atelier do Teatro Aliança Francesa. A temporada é sempre sexta-feira, às 21h, sábado e domingo às 19h30 até 16 de fevereiro.

A peça, que leva o nome de Counting the Ways no original, é baseado em um soneto da poetiza inglesa Elizabeth Barrett. A montagem tem direção de Eduardo Tolentino de Araujo e é protagonizada por Clara Carvalho e Brian Penido, que vivem um casal que faz um balanço de toda uma vida. Na trama, casados ??há muito tempo, mas conscientes de que o tempo provocou mudanças no relacionamento, os dois trocam reminiscências alegres, tristes e até mesmo brutais. A versão brasileira leva o nome De Todas As Maneiras Que Há De Amar, uma referência a música de Chico Buarque.

“São personagens mais maduros e vivem um casamento que já passou por tudo. É um texto que questiona as maneiras de amar, o que sobra de uma vida de casal após todo esse tempo juntos? Ao longo da peça, vem lembranças, trocas ácidas, detalhes do cotidiano que refletem sobre a finitude do amor, tudo regado com humor, às vezes, até meio corrosivo”, conta o diretor.

A encenação é em forma de teatro de arena com um cenário que possui uma mesa, duas cadeiras e um lustre. Uma escolha para intensificar a aproximação do público e colocá-lo praticamente para dentro desse casamento. Albee foi um mestre do clima do teatro de câmara, por meio de histórias e personagens condensados, trabalhando bastante com o absurdo.

O autor americano deixa as relações viradas do avesso em suas obras, atributo que o coloca como uma espécie de herdeiro do sueco August Strindberg (1849-1912), dramaturgo bem conhecido pelo Grupo Tapa que já montou Camaradagem, Credores, Senhorita Julia, e está em cartaz com Brincando com Fogo no Teatro Aliança Francesa.

Clara Carvalho e Brian Penido tem uma ligação no palco por toda a jornada com o Tapa em mais de 40 anos de carreira. Inclusive, em 1989, na montagem de Nossa Cidade, de Thornton Wilder, ambos interpretavam um casal em cena.

Edward Albee venceu três vezes o prêmio Pulitzer e cinco Tony Awards. Sua obra mais popular Quem Tem Medo de Virginia Woolf? teve adaptação para o cinema em 1966 com Elizabeth Taylor e Richard Burton. 

“Albee tem um trabalho sedutor, mordaz, terrível e distorcido ao mesmo tempo. Traz uma comedia flamejante com esse espetáculo. São personagens fortes que passaram pelas grandes mudanças no mundo, estão situados em algum tempo dos anos 50 e 60, inseridos em um mosaico de tramas que trazem identificação e pode ser a história de qualquer casal, inclusive atualmente”, conclui Tolentino.

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