Empresas do ABC têm novos prazos para o Simples em 2027
Receita Federal fixa 15 de outubro para o Simples Nacional e 30 de outubro para a escolha do regime híbrido
- Publicado: 05/10/2026 14:45
- Alterado: 05/10/2026 14:45
- Autor: Daniela Ferreira
A Receita Federal prorrogou os prazos para que micro e pequenas empresas do Grande ABC definam o regime tributário que adotarão a partir de 2027. Com as alterações, os contribuintes da região ganham mais tempo para avaliar os impactos da Reforma Tributária em suas operações financeiras antes de formalizarem suas escolhas.
O novo prazo para adesão ao Simples Nacional foi estendido até o dia 15 de outubro.
Já as empresas que optarem pelo regime híbrido, no qual o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) são recolhidos fora do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) — têm até o dia 30 de outubro para efetuar a declaração.
A prorrogação aplica-se aos contribuintes que ainda não formalizaram o pedido. As empresas que já realizaram a opção em setembro não precisam refazer o procedimento.

Volume de pedidos e impacto na região do Grande ABC
A prorrogação ocorre após um salto expressivo no volume de solicitações em todo o país. Segundo dados oficiais da Receita Federal divulgados em comunicado, entre os dias 18 e 30 de setembro os pedidos de opção saltaram 395,3%, subindo de 165 mil para mais de 817 mil adesões acumuladas em todo o território nacional.
No panorama regional do Grande ABC, o Simples Nacional já conta com uma base consolidada. Dados do órgão federal apontam que 16.310 pedidos de opção foram formalizados no ano de 2026 pelas empresas das sete cidades da região.
Para os contribuintes que desejarem rever a escolha do regime híbrido, uma nova janela de alteração está prevista para ser aberta em março de 2027, com efeitos válidos para o segundo semestre daquele ano.

Especialistas da área contábil recomendam que os micro e pequenos empresários aproveitem o tempo adicional para realizar simulações financeiras antes do encerramento dos prazos.
“A prorrogação permite que as empresas tenham um período maior para analisar os impactos de cada escolha. Fatores como compras, vendas, margens e aproveitamento de créditos precisam ser considerados antes da definição do regime”, orienta Carlos Afonso, sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria.