Eleições 2026: veja a ordem dos 6 votos na urna
Com votação em 4 de outubro, eleitor registrará seis votos na urna; Justiça Eleitoral orienta o uso da colinha em papel
- Publicado: 20/08/2026 22:03
- Alterado: 20/08/2026 22:03
- Autor: Daniela Ferreira
Com a proximidade do primeiro turno das Eleições 2026, agendado para o dia 4 de outubro de 2026, eleitoras e eleitores de todo o Brasil se preparam para registrar seis votos na urna eletrônica. Para organizar a votação e agilizar a passagem pelas seções eleitorais, a Justiça Eleitoral reforça a recomendação do uso da colinha em papel com o número de cada candidatura preenchido na ordem exata de votação.
Em todo o país, mais de 158 milhões de eleitores, sendo mais de 34 milhões apenas no Estado de São Paulo, escolherão os representantes para os poderes Executivo e Legislativo.
A Ordem dos 6 Votos na Urna Eletrônica
Na cabina de votação, a tela da urna apresentará os cargos em uma sequência fixa estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cada digitação, o eleitor deve conferir a foto, o nome, a sigla do partido e o número do candidato antes de pressionar a tecla verde “Confirma”.

Confira a sequência oficial dos votos e a quantidade de dígitos de cada cargo:
- Deputado Federal: 4 dígitos;
- Deputado Estadual (ou Distrital no DF): 5 dígitos;
- Senador – 1ª Vaga: 3 dígitos;
- Senador – 2ª Vaga: 3 dígitos;
- Governador: 2 dígitos;
- Presidente da República: 2 dígitos.
Atenção Redobrada para as Duas Vagas ao Senado
Nas Eleições 2026, o Senado Federal renovará dois terços de sua composição 54 das 81 cadeiras. Por essa razão, cada eleitor deve escolher dois candidatos diferentes para o Senado.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) alerta para a regra de computação desses votos:
- Dois Candidatos Distintos: O eleitor deve digitar o número de um candidato para a primeira vaga e o número de um segundo candidato diferente para a segunda vaga;
- Risco de Anulação por Repetição: Caso o eleitor digite o mesmo número de candidato nas duas vagas, o sistema registrará o primeiro voto normalmente e anulará de forma automática o segundo voto por duplicidade;
- Abrangência Estadual: A disputa para o Senado ocorre pelo sistema majoritário no âmbito do estado de domicílio eleitoral. Votos digitados para candidatos de outras unidades da Federação serão considerados nulos.
Recursos da Urna: Barra de Progresso e Simulador On-line

Para auxiliar a navegação durante a votação, a urna eletrônica exibirá uma barra de progresso no topo do visor, indicando quais cargos já foram concluídos e quais etapas ainda faltam ser preenchidas.
Para quem deseja treinar antes do dia do pleito, o TSE disponibiliza no seu portal oficial o Simulador de Votação. A ferramenta interativa reproduz o funcionamento do teclado e da tela da urna com candidatos e partidos fictícios (como o Partido dos Esportes ou o Partido dos Ritmos), permitindo praticar o ritmo de digitação e testar os recursos de acessibilidade e áudio.
Regras da Cabina: Lembrete em Papel e Proibição de Celulares
Embora o uso da colinha seja incentivo oficial da Justiça Eleitoral para reduzir filas, o lembrete de votação deve ser obrigatoriamente elaborado em papel físico.
De acordo com o artigo 23 da Resolução TSE nº 23.759/2026, continua estritamente proibido portar celulares, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer equipamento de comunicação ou gravação dentro da cabina de votação, de modo a resguardar o sigilo constitucional do voto.
Como Proceder com o Celular no Dia do Pleito:
- Identificação Digital: O celular pode ser apresentado aos mesários exclusivamente para a identificação biométrica e exibição do documento digital via aplicativo e-Título, CNH Digital ou RG Digital;
- Entrega aos Mesários: Após a validação da identidade, o aparelho celular desligado deve ser deixado na mesa receptora ou no local indicado pelos mesários antes do acesso à cabina, sendo recolhido pelo eleitor após a conclusão do voto.